Coraline, de Neil Gaiman

Fábula juvenil gótica. Ninguém sabe combinar estas 3 palavras tão bem quanto Neil Gaiman. Em Coraline (e não Caroline, por favor!), ele revela as influências de Alice no País das Maravilhas e Crônicas de Nárnia, mas com o seu toque pessoal de Sandman. Coraline é uma menina que, ao explorar a nova casa velha em que mora descobre uma porta que conduz a outro mundo, onde as pessoas tem botões no lugar de olhos, os animais falam e outras coisas estranhas acontecem. Mas, à medida que Coraline percebe que lá não é tão legal quanto parece, ela (e o leitor) sentem-se cada vez mais como que fugindo dentro de um pesadelo. E você conhece essa sensação, não é? Muitos criticam o livro como sombrio demais para os jovens, mas para quem curtia Jason Voorhees, Freddy Krueger, Michael Myers & companhia (isso na MINHA adolescência, hoje os jovens bocejam com esses caras), um livro infanto-juvenil, mesmo com um certo terror, mas com uma lição no final, é algo importante e que falta atualmente. Além de estimular a leitura daqueles que cada vez menos ligam para ela. Em fevereiro de 2009, estréia a animação baseada no livro, que pelo trailer promete. Lido em e-book.

leitura: Janeiro de 2009
obra: Coraline de Neil Gaiman, com ilustrações de Dave McKean
tradução: Regina de Barros Carvalho
edição: 1ª, Rocco Jovens Leitores (2003), 159 pgs
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Bom
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