A casa das belas adormecidas, de Yasunari Kawabata

Dormir calmamente com uma garota como aquela seria um consolo fugaz para quem persegue os prazeres da vida que já não tem mais”. Eguchi, um velho de 67 anos, passa a freqüentar a casa que oferece adolescentes virgens sedadas como companhia para “velhos que deixaram de ser homens”. São cinco capítulos, cinco visitas e seis diferentes virgens. Cada uma conforta Eguchi de maneira diferente, lembra-o de um passado esquecido, revela um medo premente. Acima de tudo, o olhar profundo sobre a beleza do corpo e alma femininos transforma a história em um hino de louvor às mulheres, sem deixar de lado questões importantes como a solidão, a velhice e a morte. Yasunari Kawabata ganhou o Nobel de Literatura em 1968 e suicidou-se 4 anos depois. Publicado em 1961, o livro inspirou Gabriel García Márquez a escrever Memórias de Minhas Putas Tristes. Tenho de admitir que ambos são muito parecidos e que até eu fiquei inspirado a escrever um conto sobre o tema.

leitura: Janeiro de 2009
obra: A casa das belas adormecidas (Nemureru Biju) de Yasunari Kawabata
tradução: Meiko Shimon
edição: 1ª, Estação Liberdade (2004), 124 pgs
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Bom
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