Artemis Fowl, de Eoin Colfer

Ao ler Artemis Fowl, é inevitável não imaginar que, se fosse um filme, seria parecido com... Harry Potter! Não nos aspectos negativos, mas em mostrar uma história que agrada o público infanto-juvenil. Eoin Colfer demonstra querer escrever apenas literatura juvenil passageira. Ele não quer o Nobel, nem imortalidade, muito menos elogios dos críticos. E justamente por focar bem seus objetivos, consegue entreter: cria um núcleo de personagens conhecidos – fadas, trolls, anões – com uma roupagem diferente. Ninguém vai esquecer a versão Colfer de como os anões fazem para cavar túneis, eca! O ritmo e fluidez do livro fazem com que ele possa ser lido em poucas horas, sem esforço algum. É um livro-passatempo. Uma falha: apesar de o autor tentar passar a imagem de anti-herói para o menino gênio, Artemis não faz NADA de ruim no livro todo, pelo contrário. E a tradução peca, ao tentar contemporaneizar gírias inglesas, algumas já se mostrando obsoletas e estranhas, mesmo poucos anos depois da tradução: berro, chongas etc. não devem fazer muito sentido para muitos adolescentes. Talvez o melhor fosse usar expressões menos regionalistas. O livro já rendeu 6 continuações e uma graphic novel, a versão em quadrinhos do primeiro livro.

leitura: Janeiro de 2009
obra: Artemis Fowl: o menino prodígio do crime (Artemis Fowl) de Eolin Colfer
tradução: Alves Calado
edição: 9ª, Record (2004), 288 pgs
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