500 Dias com Ela (2009)

Trechos:
NOTA DOS AUTORES: Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é coincidência. Principalmente com você, Jenny Beckman. Vadia.

Esta é a história do garoto que conhece a garota. Mas você deve saber que não é uma história de amor.

- Henry Miller disse que a melhor maneira de esquecer uma mulher é transformá-la em literatura.
- Esse cara transava mais do que eu.

A maioria dos dias do ano é comum. Eles começam e terminam, sem nenhuma memória
durável nesse tempo. A maioria dos dias não tem impacto no decorrer da vida.


Sinopse: Quando Tom, azarado escritor de cartões comemorativos e românticos sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer, ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado. Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.

Trailer:


Links externos:
IMDB (Nota 8.3)
Wikipédia
e-Pipoca

Apoptose e solipsista

Duas palavras que aprendi recentemente em filmes.

Apoptose - "morte celular programada". Acontece no corpo humano quando um tipo ou grupo de células entra em processo de auto-destruição para preservar o todo. O conceito pode ser aplicado em pessoas que acreditam se sacrificar para a preservação de um grupo (Ex. homens-bomba, kamikazes etc). Retirada do filme The Killing Room (2009). Fonte: Wikipédia.


Solipsista - Aquele que acredita na filosofia (Solipsismo) que só o seu Eu é real, e todo o resto é fruto do seu pensamento. Retirada do filme Infestation (2009). Fonte: Wikipédia.

A revolução das espécies


Existem dois caminhos possíveis quando uma espécie é explorada ao extremo por outra mais avançada: a extinção total ou a evolução. Contudo, nem os cientistas mais audaciosos, ou pessimistas, poderiam prever que a próxima espécie dominante no planeta não surgiria a partir do homem, dos animais ou de alienígenas vindos do espaço. Por isso, ninguém estava preparado quando as plantas fizeram a sua revolução evolutiva. Cansadas de presenciarem companheiras sendo extintas diariamente e de serem massacradas sem piedade por milênios, resolveram adaptar-se. Passaram de dominadas à dominadoras. Não se sabe muito bem como tudo começou, mas os efeitos foram rápidos e globais no modo de vida do seu principal inimigo, o homem.

Na Amazônia, algumas árvores assumiram um grau de resistência maior que o material mais duro conhecido até então, resultando na inutilidade e aposentadoria precoce de machados, serras-elétricas e tratores de esteira. Nada sequer arranhava os seus caules perfeitamente petrificados. Mesmo se deparando com esta transformação estranha, a ganância e o desejo de destruir do homem não se abalou: passou a atacar o mal pela raiz, literalmente, só para descobrir que estas, as raízes, além da mesma rigidez do caule, enterravam-se imediatamente no mais profundo do solo assim que escavadas. Tentaram queimar as árvores, mas o fogo só mudava a tonalidade marrom-esverdeada para uma cinza-escura, mantendo o segredo de sua recém-adquirida força em silêncio tão impenetrável quanto o seu caule. As manchas deixadas pelo fogo se assemelhavam às pinturas tribais de guerra. Era a tribo de sangue verde contra a de sangue vermelho.

Nas pradarias, descobriu-se que podar os arbustos ou gramíneas era tarefa igualmente difícil. A vegetação rasteira aprendeu a formar colônias e a desenvolver a capacidade de se multiplicar com tamanha velocidade, que ao se cortar um ramo outros quinze iguais surgiam logo em seguida no lugar do corte. Nas cidades, a cena era mais assustadora, com relatos de gente indo dormir com um vasinho ornamental na cozinha e acordando com a casa como uma mata fechada. E foi assim que áreas antes desertificadas, seja pela seca ou pelo concreto, em pouquíssimo tempo foram invadidas por arbustos e trepadeiras. Até mesmo o ar rarefeito dos cumes das montanhas e as temperaturas rígidas das regiões árticas não seguraram o avanço verde. A adaptação e multiplicação era quase em tempo real. Ao analisar como as plantas conseguiam alimento em ambientes hostis, verificou-se que elas passaram a absorver e metabolizar minerais de fontes das mais diversas: lixo, gelo, areia, concreto etc. Alguns concluíram que a poluição, de certa forma, nutria muito mais a nova geração de plantas, depois que analisaram aterros e lixões sendo vorazmente consumidos tal qual um prato preferido em um lauto banquete.

Outra espécie vegetal, proveniente do território chinês, optou pelo crescimento desproporcional. A planta adulta, em menos de um mês atingia a altura de um prédio de três andares. Quando era atacada por homens e máquinas, revidava deixando cair sementes e grãos de pólen gigantes capazes de destruir completamente qualquer coisa que ousasse ficar embaixo. Mas o pior tipo evolutivo apareceu na África: a versão bizarra, e melhorada, das plantas carnívoras. Na verdade, eram trepadeiras que optaram por consumir os nutrientes existentes em homens, carros, estradas aos que antes eram retirados do solo. Ferro, zinco, água, potássio, entre outros, eram sugados dos que dessem o azar de estar ao alcance de algum dos seus tentáculos verdes. Estes rapidamente prendiam-se às vítimas e as arrastvam para o bulbo central, uma mistura de boca e estômago. A pressão fortíssima, junto com incontáveis tentáculos auxiliares, fizeram com que poucos sobrevivessem para contar a história. Além do que, a seiva gástrica expelida nas vítimas dentro do bulbo dissolvia metal, carne e osso como se fossem papel.

Entretanto, nem todas as espécies novas matavam humanos. Algumas aprenderam a usá-los em seu benefício. Uma planta espirradeira, do Canadá, lançava grãos de pólen do tamanho de ovos nos humanos que pregavam e não saíam de modo algum. Ficavam de tal forma grudados na pele que nem mesmo os mais habilidosos cirurgiões atreviam-se a removê-los. Alguns até tentaram, mas desistiram após obterem algumas mortes por mutilação. Somente se o humano infectado passasse próximo a uma outra planta da mesma espécie, ele se veria livre, pois a planta produzia uma gosma que descolava os ovos enquanto era fertilizada por eles. Enquanto os cientistas apelidavam os humanos infectados de abelhas, a população os chamava de aberrações.

A densidade demográfica humana reduziu-se paulatinamente de bilhões a milhões, de milhões a milhares e de milhares a centenas, e chegariam à beira da extinção, se não fosse um detalhe insignificante que as plantas não notaram, até ser tarde demais: era chegada a vez de o homem evoluir.

Que livro(s) você releria todo ano?


Não me recordo agora qual foi o escritor que disse que um livro que não vale a pena ser relido não vale a pena ser lido. Pode parecer um pouco radical, mas não deixa de ter a sua dose de razão.

Como sei que tem gente que gosta de listas e de leituras, vai aqui mais um tópico para estes revelarem um pouco mais sobre suas preferências literárias. A brincadeira é a seguinte: basta fazer a lista dos livros que você leria todo ano, ou até mais de uma vez no mesmo ano se te deixassem, ou seja, aqueles que mexeram tanto contigo que viraram parte intrínseca do seu ser.

Eis a minha, de 5 livros que, por enquanto, me lembro de cabeça:
1. A arte de viver, de Epicteto;
2. Bhagavad Gita, de Krishna;
3. A arte de escrever, de Schopenhauer;
4. O pequeno príncipe, de Saint-Exupéry;
5. A guerra da arte, de Steven Pressfield (que acabo de ler e me motivou a escrever o post).
E você, quais e quantos são os seus livros do coração?

Promoção Dobradinha Dexter

Tá a fim de ganhar fácil fácil os livros Dexter – A Mão Esquerda de Deus e Querido e Devotado Dexter de uma só vez? Pois então, a Editora Planeta acaba de disponibilizar os dois volumes para aquele que melhor responder a seguinte pergunta, na caixa de comentários deste post:

O que você faria se encontrasse o Dexter na sua frente?

A resposta mais criativa ganhará os dois livros, que posso garantir que são tão legais quanto a série da tevê. Eles serão enviados pelos Correios direto para a casa do vencedor. O que você está esperando? Não há regras para as respostas da promoção: você pode escrever uma linha ou cinquenta e postar quantas respostas quiser.

Oportunidade mais moleza do que esta você não vai ver tão cedo! Mas ande rápido, a promo acaba dia 30.09.2009.

Bhagavad Gîtâ, de Krishna

Compre o Bhagavad Gîtâ[ Esta resenha foi revisada e atualizada ]

Todo conhecimento sagrado é universal. No Brasil, a maioria conhece - ao menos de nome - a Bíblia, o Alcorão e a Torá. Mas você já ouviu falar do Mahâbhârata? Trata-se do grande livro sagrado do hinduísmo, escrito há pelo menos 5.000 anos. E o Bhagavad Gîtâ, com 700 versos, talvez seja um dos capítulos mais conhecidos no ocidente do Mahâbhârata, com 250.000 versos. A história do livro é uma epopéia que conta a rivalidade entre duas tripos, os pandavas e os kuravas. Como é um texto enorme não convém a ninguém considerado normal resumi-lo em uma breve resenha sem esquecer alguma parte importante. Porém, o livro-capítulo Bhagavad Gîtâ, menor, traz a conversa entre o príncipe Arjuna e seu mestre Krishna (ou Críxena) quando os dois estão entre dois exércitos prestes a iniciarem uma batalha sangrenta. Cabe a Arjuna começar a guerra, mas desanima ao ver no exército inimigo parentes e amigos. O que fazer? Krishna o orienta e, por tabela, a todos nós.

Longe de ser um livro que incita a uma guerra fraticida, o Gîtâ traz um significado simbólico bem mais profundo. Revela os conflitos pelos quais todo ser humano trava em seu íntimo, aquela velha (5.000 anos!) história do bem versus o mal. Mostra que somos tão apegados aos nossos desejos egoístas, falhas e imperfeições, que os consideramos como parentes e amigos queridos quando nos vemos diante da luta diária para melhorarmos e evoluirmos como pessoas.

As comparações com a Bíblia são inevitáveis: muitas passagens ensinam exatamente o mesmo. Ambos livros sagrados possuem passagens simbólicas a respeito de uma nação antiga. E possuem várias traduções para o português, das quais nem todas costumam ser precisas. O título do livro em sânscrito significa "A mensagem do mestre" ou "A sublime canção" ou "O canto do senhor". A tradução de Francisco Valdomiro Lorenz é fraca e a edição da Editora Pensamento é cheia de falhas de impressão. Para quem pretende ler o Bhagavad Gîtâ, sugiro adquirir uma outra tradução, talvez a de Rogério Duarte, que infelizmente, encontra-se esgotadas há anos. Ela inclusive trazia um cd com músicas baseadas no livro e interpretadas por cantores famosos da mpb.

Inclusive, a famosa música Gita, de Raul Seixas, foi baseada em um trecho deste livro: na passagem onde Krishna se revela em total união com o Universo. Seja pelo teor religioso, filosófico ou místico, é um livro que vale a pena ler que se possa comparar com o conhecimento que você já tem e ver muitas coisas sob novos e profundos olhares.conhece.

leitura em: Maio / Junho 2007
título: Bhagavad Gîtâ: A Mensagem do Mestre
edição: 22º, Editora Pensamento (2006), 179 pgs
Bom

Veneno com sabor

Volta e meia uma velha discussão ressuscita quando esqueço os que me rodeiam e acabo soltando que os programas de televisão com maior audiência e os livros mais lidos (os best-sellers) são puro lixo. E, como castigo pela minha falta de comedimento, acabo tendo de ouvir desde os xingamentos pessoais mais impagáveis - o principal argumento dos sem-argumento é xingar os que pensam diferente, nessa hora ninguém lembra da frase do Voltaire - até as velhas desculpas ouvidas e repetidas por papagaios que não tomam tempo para avaliá-las no mínimo racionalmente. Tudo me fez chegar à conclusão que, por mais que se argumente a favor, os livros e programas de tevê populares vão continuar sendo lixos. Lixos cada vez piores.

Na linha da leitura, o principal argumento de defesa é que o leitor dos mais vendidos, com o tempo, vai evoluir para leituras mais densas e essenciais. Confesso que até cheguei a defender esta idéia no passado, mas a abandonei quando constatei que na prática não é bem assim. São pouquíssimos (não conheço nenhum) os leitores de Bruna Surfistinha que evoluíram para Nietzsche. Ou leitoras de Crepúsculo para Orgulho e Preconceito. Os fãs de Paulo Coelho, livros de auto-ajuda e best-sellers, além de não evoluirem, viverão em um eterno conto de fadas no qual o suprassumo das letras é o escritor que gostam de ler e atacarão como fanáticos religiosos os que ousarem falar contra. Quem estes hereges pensam que são! Claro que lerão outras coisas sim, mas a propensão será procurarem autores similares aos seus favoritos, e nunca um Machado de Assis, um Érico Verissimo, um Shakespeare chegarão aos pés da banalidade e superficialidade exigidas cada vez mais como requisitos essenciais para agradar as massas.

Alguns perguntam retoricamente, tentando me colocar em contradição: “mas se você leu um livro pra dizer que ele é ruim, você se inclui aos leitores que critica, e se não leu, não pode falar mal daquilo que desconhece”. Para estes digo que não é preciso comer um prato de comida estragada para somente no final descobrir que ela vai fazer mal. Percebe-se isso muito antes, pelo cheiro. E qual seria o aroma dos livros e programas estragados? Fácil, o seu público! Se o diga-me o que lês ou o diga-me o que assistes que te direi quem és funciona, o inverso também vai funcionar. Diga-me que tipo de pessoas leem esse tipo de livro ou veem esse tipo de novela que te direi como são estes livros e novelas. É uma espécie de análise psicológica da obra através de seus leitores. Não que os leitores sejam pessoas ruins, mas você consegue ver qual foi o público-alvo explorado pelo autor. Leitores de Crepúsculo, Paulo Coelho e outros possuem características comuns que os diferenciam dos demais. É claro que há um ou outro leitor-exceção, mas são exceções, não a regra.

Outra linha de argumentação fraca é virem com acusações do tipo “quem é você para criticar o autor fulano, que está ganhando zilhões com os livros dele?” e “você tem é inveja do sucesso dele”. Se fosse assim, ninguém poderia criticar um político ruim a não ser quem já fora político antes. Nem um médico. Nem qualquer outro profissional. Note que não é requisito ser um profissional da área para saber quando algo está errado. Mesmo para os mais leigos conseguem descobrir usando o método da comparação. Compare o best-seller com um livro que já resiste a 50, 100, 300 anos ou mais nas livrarias. São conhecidos como clássicos. Note as diferenças de escrita, de estilo, de preocupação não só em contar uma história ou passar uma emoção, mas em trabalhar a própria língua. É claro que não só escritoes antigos fazem isso, mas muitos contemporâneos. O professor Affonso Romano Sant’anna diz que estes são os escritores, os profissionais da palavra, enquanto todo o resto é simplesmente autor. Um médico pode ser autor, um publicitário, um ex-presidente e até uma prostituta. Mas escritor de verdade, é aquele que trabalha a língua, que forma hai-kais no prato quando toma sopa de letrinhas, que lê uma quantidade de livros que pra ele é normal, mas pra maioria ao seu redor é algo espantoso.

Com os programas de televisão é a mesma coisa. Novelas, séries, filmes ou programas de auditório que não te fazem melhorar como pessoa, que não plantam uma dúvida na sua cabecinha, que não tocam o seu eu interior e já são esquecidos logo que sobem os créditos, entram na lista dos “só vejo para relaxar, por diversão, lazer”. Só que enquanto você relaxa e se diverte, sem perceber está bebendo algo que envenena a sua inteligência, mas que a mídia preparou tão bem que geralmente vem camuflado sob o seu sabor preferido. Novela sabor romance? Pois não. Filme sabor adrenalina? Pois não. Musical sabor erotismo? Pois não.

Há duas teses diferentes que tentam explicar porque tantos vem gostando cada vez mais do vulgar e imbecil. A primeira, levantada pelo Betinho no documentário A Revolução dos Idiotas (1992), é que existe um plano global para imbecilizar as pessoas. Desta forma, os principais programas em horários nobre e finais de semana e os livros mais vendidos são elaborados para fazerem as pessoas não pensarem ou para pensarem coisas idiotas. Tendo o tempo de lazer tomado por novelas, filmes e livros superficiais e imbecis, as pessoas não teriam tempo de buscarem conteúdos inteligentes ou de cultura. A teoria do sociólogo faz sentido se levarmos em conta que quanto mais ignorante o povo, mais fácil de enganá-lo. Seja o povo-eleitor, o povo-contribuinte ou povo-com-direitos. Enquanto os políticos fingem que fornecem boa educação pública, matriculam os seus filhos nos melhores colégios particulares que o povo nem sonha ter acesso. Enquanto as concessões de rádio e tevê não saem das mãos de poucos, os herdeiros das famílias detentoras são educados no exterior. Assim, a imbecilização das massas é uma estratégia política mundial de controle. Teoria da conspiração? Garanto que quem diz isso é justamente algum político ou graduado em Harvard.

A outra teoria veio do filme Idiocracy (2006), que mostra como as espécies mais aptas evoluíram até chegar ao homem. E daí começou uma desenvolução, pois como o homem não tinha mais predadores que ameaçassem a sua sobrevivência, não seria mais necessário ser o mais apto. Passaram a apostar as fichas no multiplicar-se cada vez mais para ganhar terreno os que mais procriam, isto é, os menos inteligentes. Enquanto casais inteligentes refletem sobre controle familiar e populacional e tem em média um ou dois filhos, os menos inteligentes tem seis, dez, vinte e três filhos. Em um simples cálculo exponencial, é fácil dizer quem vai dominar a terra no futuro, numericamente falando: os idiotas.

Se você teve a paciência de ler até aqui, quero que saiba que não pretendo mudar a cabeça dos que curtem Faustão, Gugu e Caminho das Índias. Nem que não leiam Harry Potter ou Os Diários de uma Princesa. Apenas quero deixar claro que a vida traz muito mais que isso. Vai além. E quem descobrir vai ver que cultura e inteligência ultrapassam o gosto pessoal. Pois, apesar de cada um ser livre para ver o que quiser, ler o que quiser, beber o que quiser, inclusive veneno com sabor, todos somos obrigados a evoluirmos como espécie, sob o risco de amanhã não sabermos como reverter os problemas que causamos ao nosso planeta que poderiam ser resolvidos porque esquecermos de nos preocupar. Se nos importássemos com eles o mesmo tanto que nos importamos com novelas, Big Brother's e Içami Tiba, já seria um bom começo.