Respostas literárias

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O Príncipe Maldito IV

Leia também a Parte III.
O arauto abriu o pergaminho escarlate, maior que o anterior, e começou a ler em voz alta. O que se segue é, em partes, o que foi lido e, em outras, fruto da imaginação dos que ouviram a narração.

Em uma das jornadas do príncipe Nadj em busca de aventuras, sabedoria e de uma maneira de quebrar as suas maldições, ele encontrava-se em uma taverna de muito má reputação. Era um lugar freqüentado pelos piores tipos. Mercenários, ladrões, prostitutas, assassinos, políticos, ex-celebridades, enfim, gente ruim mesmo. Mas o príncipe era discreto e não chamava a atenção em meio a baderna ao seu redor. Sentado em um canto com pouca iluminação, poucos prestavam atenção no forasteiro vestido com um manto druida cinza-escuro e que segurava um bastão de madeira. Os que o olhavam de relance, pensavam ser mais um matador de aluguel qualquer. Coisa que ali dentro não faltava. Por isso, era comum brigas começarem por besteiras e terminarem com alguém sendo carregado, aos pedaços, para fora.

O ar fedia a cerveja, sangue, suor e um leve toque de lavanda, pois um dos mais temidos assassinos que freqüentava o ambiente era o perfumado espadachim Carpeaux. Ele usava um chapéu de longas abas, para esconder a cicatriz que cortava o seu rosto em diagonal, fazendo-o usar um tapa-olho e meio bigode. Não era algo bonito de se ver. Até mesmo quando Carpeaux sorria parecia uma careta. E, apesar dele não ser o mais forte dos que estavam ali, nem o mais ágil, com certeza era o mais ardiloso e traiçoeiro. Carpeaux dizia-se francês e, neste instante, jogava cartas com outros três carrancudos. Diziam as más línguas que ele era uma serpente sempre pronta para o bote, mesmo quando o seu único olho parecia dormir. Era alguém que poderia-se entender facilmente, caso se passasse algum tempo perto dele: qualquer coisa que brilhasse próximo a ele virava alvo da sua ganância. Mas era Carpeaux que agora era o alvo do olhar invisível sob o capuz druida no canto da sala.

Outro observado era Gordulfo. Em um lugar preparado especialmente para ele, com mesas e cadeiras reforçadas e com mais espaço, segurava com uma das mãos um pernil de um animal qualquer de grande porte, enquanto abria a bocarra com poucos dentes para rasgar a carne gordurosa. Gordulfo chamava a atenção não tanto pelo seu tamanho, mas pela sua armadura. Parecia um inseto gigante redondo com exoesqueleto – a armadura era feita de partes de ossos dos seres que Gordulfo matava e, na maioria das vezes, comia, encaixando os ossos das vítimas em seu corpo como algo natural. Na cabeça, usava o crânio de um réptil gigante que entrara em extinção porque o gordo tomou gosto pela carne do bichinho. A única coisa que não combinava naquela figura era uma boneca de pano que ele trazia amarrada na cintura que, comparada ao tamanho do homenzarrão, parecia um chaveiro, que ele brincava vez por outra. Tinha fama de ingênuo, mas ninguém era idiota o suficiente para provocá-lo. Pois se ele costumava quebrar portas, mesas, carroças e derrubar árvores sem querer, ninguém desejava vê-lo nervoso.

Carpeaux e Gordulfo, embora diferentes, faziam parte do mesmo bando, conhecido como Os Três Terríveis. Nadj aguardava a chegada do terceiro membro da gangue, o mais perigoso deles, o lider. Ou A lider. Não precisou esperar muito tempo, pois logo viu descendo por uma escada lateral feita de toras de madeira quem ele queria. Primeiro apareceram os sapatinhos vermelhos e as meias brancas até o joelho. Depois o vestido rodado rosa com uma capa vermelha. Tinha cachinhos dourados e bochechas rosadas, olhos azuis e um sorriso que enganaria qualquer idiota que nunca pisara naquele recinto antes. Era Balbina Beladona, ou simplesmente BB. Ela atravessou saltitando pela sala, entre brigas, discussões e ameaças, como se tudo aquilo lhe fosse natural. Contudo, Nadj não se deixava enganar pela aparência de BB, pois ela era uma poderosa feiticeira que, ao jogar um feitiço sobre um príncipe que lhe recusara um beijo, este rebateu o feitiço de volta com um espelho, fazendo com que a feiticeira assumisse a forma de uma linda menininha de cabelos loiros. E todos sabem que uma feiticeira não consegue desfazer um feitiço feito nela mesma. No começo, as coisas não foram fáceis para BB, mas depois de transformar em sapos alguns engraçadinhos, voltou a ser temida, mesmo com a aparência que tinha. BB chegou na mesa de Gordulfo, parou e olhou rapidamente para o canto onde o desconhecido estava. O príncipe quase reconheceu naquele semblante angelical um tom de ameaça velada misturado com um aguçado sentido de alarme. Quase. Um segundo depois percebeu que já era tarde demais.

A feiticeira soltou um grito infantil que pareceu mais uma birra de criança querendo doce, mas que paralisou tudo o que havia ali dentro. Canecas de vinho, cadeiras, facas e sutiãs ficaram suspensos no ar. Socos amassavam narizes e dedos apertavam gargantas como se estivessem em um museu de cera. Somente três personagens se mexeram, e os três caminharam lentamente até a mesa do canto. Qualquer um no lugar de Nadj pensaria que a sua jornada acabava ali. Mas não ele, pois estava preparado.

Antes, vamos esclarecer como Nadj chegou naquela situação. O príncipe maldito estava em uma viagem de peregrinação em busca de iluminação. Em visita aos druidas do leste, aceitou as duras provas que os mestres lhe impuseram, com o objetivo de conquistar uma mente mais concentrada e sábia. Estava exatamente na última prova, que duraria 12 luas cheias, e consistia em 1) não falar com ninguém, o que não era façanha para ele, que há anos não emitia som algum, 2) fazer voto de pobreza, somente levando consigo um manto e um bastão para a viagem, e 3) praticar somente ações em benefício de outros, altruístas. Nadj aceitou o treinamento e deixou o reino sob as ordens de seu primo, o grão-vizir Merodaque, partindo em sua jornada de um ano. Como o reino era próspero e pacífico, Merodaque era tão bom e justo quanto o príncipe e Nadj sempre voltava com inovações tecnológicas a cada viagem, a partida do príncipe era feita com uma grande festa popular. O povo orgulhava-se do sábio rei que tinham. Quando estava há algumas semanas em viagem, Nadj pernoitou junto a uma caravana de ciganos. Os ciganos gostam de contar histórias ao redor da fogueira e lendas de países distantes. E foi por meio deles que o príncipe soube a resposta que tanto procurava: como deixar de ser amaldiçoado. Era uma lenda que falava de um objeto mágico capaz de fornecer a solução para qualquer problema. Um objeto que daria a resposta a qualquer pergunta feita a ele. Apesar de ser antiga, a lenda citava um local que Nadj já ouvira falar antes, as distantes terras do norte, morada dos gigantes. Contudo, o príncipe não sabia como chegar, nem quais perigos haveria no caminho, e precisava encontrar alguém corajoso ou burro o suficiente para levá-lo até lá. Em todo lugar que procurou, indicaram os mesmos guias, que encontravam-se naquela taverna.

- Quem é você, estranho, e o que quer por estas bandas? – perguntou a voz suave e infantil, sem transparecer nenhum tom de ameaça, soando mais como se fosse uma brincadeira.

Nadj levantou-se – ele também não fora paralisado – diante dos três que estavam à sua frente e com um pé virou a mesa redonda na direção deles. Os olhos de Gordulfo seguiram as comidas que rolavam pelo chão. Carpeaux alisou o meio bigode. Foi BB quem leu o que estava escrito na parte de cima da mesa, agora apontando para eles.

“Tenho uma proposta de negócios para vocês”, foi o que ela leu.


O mágico de Oz, de Lyman Frank Baum

Apesar de O Mágico de Oz ter se eternizado com a adaptação cinematográfica de 1939, o livro do escritor Lyman Frank Baum é bem completo e complexo. Seria impossível narrar a história toda em apenas um filme, ainda mais com os produtores atuais preferindo refilmagens moderninhas, como a recente série Tin Man (2007, SCI FI Channel). Talvez se acredite que as crianças não se interessam por espantalhos, homens de lata e leões medrosos. Fora que não soaria ecologicamente correto trazer como herói alguém que usa um machado para decapitar 40 lobos ou derrubar árvores à torta e direita sempre que precisa. Mas, pensado inversamente, não estaríamos camuflando a fábula original para esconder de nossos filhos os erros que cometemos no passado? São as crianças atuais tão sensíveis à realidade que devem ser criadas entre raios e explosões multicoloridas excessivas, para não terem contato algum com a mais simples e, por isso, mais profunda verdade? Cervantes escreveu Dom Quixote para criticar os romances cavalheirescos da época, Baum quis diferenciar-se das histórias infantis que conhecia. Criou uma obra que se eternizou no coração de crianças de todas as idades. Usou a linguagem simples e métodos de escrita contrários aos que são ensinados. Um exemplo é a repetição em excesso, sendo que a descrição da Cidade de Esmeralda será a ocasião em que o leitor mais vezes vai ler a palavra “verde” em toda a sua vida.

leitura: Fevereiro de 2009
obra: O mágico de Oz : texto integral -(The wizard of Oz) de Lyman Frank Baum, com ilustrações de Marcelo Pacheco
tradução: Luciano Machado
edição: 1ª, Editora Ática (2003), 152 pgs
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Bom

No bar

Dois amigos estão bebendo no boteco, quando um deles diz:

- Cara, eu tô apaixonado. Você precisa conhecer a minha namorada. Ela é gata, super gostosinha e nos damos muito bem na cama. Olha ela vindo ali...

E o outro:

- Já comi.

Escritores


"Para mim, há dois tipos de escritores: os que escrevem para ganhar dinheiro, e os que ganham dinheiro para escrever."

(Jefferson Luiz Maleski)

O Príncipe Maldito III

Leia também a Parte II. Aproveitando para matar dois coelhos com uma cajadada, escrevo nesta parte sobre o tema da vez no Duelo de Escritores, CASAMENTO.
O salão estava em silêncio, apesar de repleto de pessoas. Repleto não, lotado. Curiosos aproveitaram a pausa entre a parte anterior desta fantasiosa história e esta para entrar no salão deixando-o mais abarrotado de gente. Todos queriam presenciar a mesma coisa: ouvir a resposta - na verdade a pergunta - que o príncipe daria à pergunta - na verdade a resposta - fornecida pelo rei Leopoldo. Ninguém imaginava que iria sair boa coisa de um príncipe que não falava e que ainda por cima teve a audácia de dispensar o prazo concedido. O rei pensou que o príncipe não havia entendido direito - talvez fosse meio lento ou bobo, afinal, a maioria dos governantes é - e repetiu as condições do desafio: a mão da filha caçula, a formosa princesa Ágata, seria dada em troca da pergunta-resposta à resposta-pergunta do rei. O rei revelou a resposta, "terra”, e aguardava que o príncipe fornecesse a pergunta correta. O príncipe fez um gesto e o arauto respondeu em alta voz que ele entendera perfeitamente o desafio já no início e estava pronto para fornecer a resposta. A postura do príncipe era imponente e confiante. A princesa Ágata - cega de nascença mas capaz de ouvir pensamentos alheios sem precisar de autorização judicial - ouvia os pensamentos dos presentes descrevendo a postura imponente e confiante do príncipe. Mas não conseguia ouvir os pensamentos do príncipe. Não tinha idéia do que ele diria, pois a mente dele estava completamente muda, em um profundo estado de concentração que Ágata só vira antes (mentalmente, claro, porque ela era cega, lembra?) quando um monge tibetano passou pelo reino. E a princesa não gostava de ficar às cegas (não leve tudo ao pé da letra) quando o assunto era o seu próprio casamento.

O rei, diante daquela situação inusitada, autorizou que o visitante continuasse. Cada gesto do príncipe era observado meticulosamente por centenas de olhos, que geravam dezenas de pensamentos e chegavam até a princesa, que acompanhava a tudo mentalmente. O príncipe levantou va-ga-ro-sa-men-te a mão direita e a colocou em um bolso do lado esquerdo de seu colete dourado, ricamente adornado com pedras preciosas de diversas cores, e retirou um pequeno pergaminho azulado. Entregou ao arauto. Com uma voz grave e retumbante, preparada para ocasiões em que uma voz grave e retumbante se fazia necessária, o arauto ecoou pelo salão a resposta do príncipe.

“Ó grandioso rei Leopoldo,

Este servo que chega diante de ti passou muitos anos amaldiçoado por causa de um momento de insensatez juvenil. Mas a maldição também me trouxe benefícios: por não poder falar, aprendi a escutar. Assim, com o passar dos anos, tornei-me bom e sábio e, ao assumir o trono, era o homem mais bem quisto entre o meu povo. Como prosperavam a paz e riqueza em meu reino, resolvi empreender viagens em busca de aventuras e alguma solução para os males que me castigavam. Creio que é a sina de todo homem bom corrigir-se com o tempo e remediar os erros de outrora. Em minha jornada, cheguei as distantes terras do norte e, confrontando Ahkbar, o último dos gigantes, finalmente encontrei o que procurava. Depois, fui conduzido até este reino, com a solução ao enigma proposto por vossa majestade.

Porém, antes de fornecer a resposta, quero exaltar perante os presentes que somente um rei grandiosamente sábio - e um sábio reconhece outro quando o vê - poderia formular a pergunta que descobri ser a residente na mente do rei. Se eu não tivesse sido abençoado pelos deuses, nunca venceria o desafio. Mas, para provar a minha admiração por este sapientíssimo rei e o meu desejo sincero em desposar a bela princesa Ágata, revelo o sublime enigma proposto pelo rei Leopoldo, que é:

Dentre todas as mães
A mais maldita sou eu.
Pois vejo, ao meu ventre,
Retornarem mortos
Os filhos meus.
Quem sou?

A resposta a este enigma todos já sabem, o próprio rei a forneceu. Terra. Muitos a denominam a Grande Mãe. Outros ensinam que o primeiro de nossa raça foi moldado dela como um vaso de barro e que por isso os elementos alquímicos presentes em nosso corpo e no solo são os mesmos. Se assim for, o fim dos filhos da Mãe Terra, inexoravelmente será a sepultura, escavada nas profundezas de seu ventre.

Espalho aos quatro cantos do mundo e ponho fim ao desafio majestoso de um rei majestoso. Melhor e mais sábia pergunta a esta resposta não há, e seria um ultraje pensar que algo mais simples tenha sido formulado pela sapiência deste grande rei. Desafio a todos os presentes, e ausentes também, a mostrarem outro enigma mais inteligente que este formulado pelo rei Leopoldo. E convoco o próprio rei a assumir a autoria desta pérola do saber, que a partir de hoje entrará para os anais do conhecimento da humanidade.

São as palavras do príncipe Nadj, senhor do 3º Reino das Terras Orientais, que fica virando à direita no maior carvalho da estrada entre Babilônia e Damasco, logo após o 2º mas sem chegar no 4º Reino.”

O arauto se calou, enrolou o pergaminho e fez uma mesura. A corte foi tomada de grande assombro. Havia cochichos e acenos de cabeça. Nobres e não-tão-nobres se olhavam e diziam que realmente era uma boa pergunta. O rei parecia espantado. A princesa mais ainda. Ágata parecia totalmente confusa.

O príncipe havia errado o enigma, totalmente.

O que ele pensava em ganhar com isso, nem ela, capaz de ler pensamentos, sabia. Mas a perplexidade de Ágata aumentou quando o rei disse euforicamente a todos que sim, aquela era a solução correta do enigma. Ágata sabia que o rei estava mentindo. Mas além do pai, dela e do príncipe, ninguém mais saberia disso. O porquê do rei fazer aquilo foi fácil para Ágata descobrir: ele estava com medo da maldição que o príncipe revelou existir sobre o reino e sentiu receio em contradizer o príncipe, quando este revelou algo bem mais inteligente que aquilo que o rei pensara como enigma por anos. O rei percebeu o burburinho dos presentes e não queria passar por burro depois que o príncipe elogiou tanto a sua sabedoria.

Quando o rei Leopoldo anunciou que concedia com prazer a mão da filha ao nobre cavalheiro e que gostaria que a data do casamento fosse em breve, Ágata se levantou e pediu a palavra.

- O príncipe venceu o desafio, e eu respeito a decisão de meu pai em valorizar a verdade tanto quanto o meu matrimônio - disse, olhando diretamente para os pensamentos do pai - contudo, todos no reino conhecem a minha fama em discernir a verdade da mentira. Não que eu ponha em dúvida a resposta do príncipe, pois estaria assim duvidando de meu próprio pai, mas gostaria que ele me convencesse de como chegou até ela. Somente assim eu o aceitarei como marido e senhor. Por favor, conte-nos, conforme mencionou anteriormente, como foi o confronto com Ahkbar, o último gigante, e como daí resultou a resposta ao enigma. Mas aviso de antemão, caso eu perceba, mesmo que seja o mais leve toque de inverdade em seu relato, não haverá casamento. Prefiro ser conhecida como a solteirona da torre que casar com um mentiroso.

Agora, a comoção entre os presentes não era mais em forma de murmúrios. As pessoas falavam todas ao mesmo tempo, não entendendo a atitude da princesa, a quem julgavam feliz por finalmente estar desencalhando. O rei nada falou, apesar de contrariado, pois não queria dar a impressão de estar forçando-a a se casar, além de sentir um pouco de remorso por mentir sobre o enigma. Repentinamente, o barulho cessou. Ágata ouviu os pensamentos e não acreditou no que todos ali estavam vendo. O príncipe dera um enigmático sorriso e, colocando a mão esquerda no bolso direito do colete, retirou outro pequeno pergaminho, desta vez escarlate, e entregou ao arauto.


(Continua...)

A Oxford de Lyra, de Philip Pullman

Só se pode especular os motivos de Philip Pullman ter escrito A Oxford de Lyra. O livro seria um teste para saber se os leitores da trilogia Fronteiras do Universo - A Bússola Dourada, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar - se interessariam em uma continuação? Ou seria um interlúdio mostrando que mesmo depois do mal supremo ter sido destruído, ainda restaram outros males, menores ou desconhecidos, no caminho de Lyra? Possivelmente a resposta às duas perguntas seja afirmativa, até porque Pullman já trabalha em um livro chamado The Dust Book (O Livro do Pó), que trará novamente as aventuras da Lyra da Língua Mágica. A história do livro em si é um conto pequeno, mais parecendo uma fanfic, trazendo Lyra e o seu daemon Pantalaimon, dois anos após os eventos de A Luneta Âmbar. Ela salva um daemon-pássaro de uma bruxa e procura a ajuda de um alquimista maluco para solucionar um mistério. Porém, não há tempo, e espaço, para os ataques à religião tão bem elaborados nas obras anteriores, mas percebe-se uma discórdia entre a ciência e alquimia se desenvolvendo sutilmente na trama. Lido em e-book.

leitura: Janeiro de 2009
obra: A Oxford de Lyra - Lyra e os Pássaros (Lyra's Oxford) de Philip Pullman
tradução: Daniel Estill
edição: 1ª, Editora Objetiva (2008), 64 pgs
compare os preços: Buscapé - Americanas - Submarino - Cultura
Fraco