Vocabulário machista

Hoje recebi novamente um email antigo, mas ainda interessante sobre considerações do gênero e significado das palavras na língua portuguesa. Diz o tal:

INJUSTIÇAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

A sociedade feminina brasileira se queixa do tratamento machista existente na gramática portuguesa, e com razão. Vejam os exemplos:

Cão: o melhor amigo do homem.
Cadela: puta.

Vagabundo: homem que não faz nada.
Vagabunda: puta.

Touro: homem forte.
Vaca: puta.

Pistoleiro: homem que mata pessoas.
Pistoleira: puta.

Aventureiro: homem que se arrisca, viajante, desbravador.
Aventureira: puta.

Garoto de rua: menino pobre, que vive na rua, um coitado.
Garota de rua: puta.

Homem da vida: pessoa letrada pela sabedoria adquirida ao longo da vida.
Mulher da vida: puta.

O Galinha: o 'bonzão', aquele que traça todas.
A Galinha: puta.

Tiozinho: irmão mais novo do paizinho.
Tiazinha: puta.

Feiticeiro: mago, conhecedor de alquimias.
Feiticeira: puta.

Um qualquer: fulano, beltrano, ciclano.
Uma qualquer: puta.

Lula, Maluf, Sarney, Collor, Arruda: políticos.
A mãe deles: putas.

Carlos Eugênio Simon, Leonardo Gaciba, Sálvio Spínola: árbitros de futebol.
A mãe deles: putas.

E pra finalizar:

Puto: homem nervoso, irritado, bravo.
Puta: puta.

Depois de ler este texto:

Homem: vai sorrir.
Mulher: vai ficar puta.

O blogue Humortarado pegou algumas das definições acima e fez tirinhas. Vale a pena ver (Parte 1 - Parte 2).

Os Novos Clássicos da Editora Abril


Ou "O que você está esperando para ter a sua biblioteca, cara?"

Para aqueles que sempre choram dizendo que ter uma biblioteca é pra quem tem dinheiro, a Editora Abril resolveu dar aquela maõzinha: lançou esta semana a Clássicos Abril Coleções, com 35 títulos da literatura universal. Pelo que estão comentando, as traduções são atuais e de boa qualidade, retirando talvez a de Crime e Castigo, que não vem direto do russo, mas de uma outra versão francesa. Como já existe no Brasil uma tradução desta obra direto da língua original, pela Editora 34, esta acabou ficando de 2ª mão. Mas como os livros da Editora 34 costumam ser mais caros, e os da coleção da Abril são só R$14,90, talvez este não sejá lá um grande problema. Para os que querem saber quais traduções são boas e se há melhores no mercado, é só acompanhar a discussão no fórum Meia Palavra.

Outro ponto a favor, além dos preços e das traduções modernas, é a qualidade do material e o tamanho dos exemplares, que além de se mostrarem feitos para resistirem à ação do tempo ficam bonitos em qualquer sala, quarto ou até banheiro. Eu mesmo, que já tenho 19 dos 35 títulos pretendo atualizar a minha biblioteca trocando as versões mais antigas que tenho aqui. Vai uma dica para os que não querem perder nenhum volume, já que sairão semanalmente e alguns títulos tendem a esgotar antes que você chegue na banca: fale com o jornaleiro e peça para reservar os exemplares, à medida que forem saindo, no seu nome (deixe o nome completo e o telefone) que pelo menos o seu semanal estará garantido. Eu já fiz isso antes com outras coleções e deu certo.

Ah, se você quiser comprar todos, no Cartão de Crédito em 9 vezes sem juros, no site da coleção, ainda ganha um desconto de 15%, e cada livro sai a R$12,29.

Veja o material publicitário retirado do site DINAP.

Miguel de Cervantes, Oscar Wilde, Homero e Euclides da cunha são alguns dos grandes autores da nova coleção da Abril, Clássicos Abril Coleções, que traz os grandes nomes em contos, poesia, romance e teatro da literatura mundial.

A coleção, formada por 30 obras em 35 volumes luxuosos, tem capa dura em tecido e miolo em papel nobre, e cada livro vem acompanhado por um caderno de 16 páginas com informações sobre o autor e sua obra. Além disso, todos os livros estão de acordo com a nova ortografia da língua portuguesa.

O lançamento da coleção ocorrerá em fases: em 26 de fevereiro nos Estados de SP e RJ, e em maio nos outros Estados. Um volume novo chegará às bancas toda semana, mas é importante lembrar que cinco das 30 obras estarão divididas em dois volumes. São elas: Crime e castigo, Dom Quixote, Moby Dick, Ilusões perdidas e Os sertões. A edição de lançamento, de Crime e castigo, trará os dois volumes shrinkados pelo preço de um: R$ 14,90. Todos os demais volumes serão vendidos por R$ 14,90 individualmente.

Editora: Abril
Periodicidade: semanal
Público alvo: homens e mulheres, classes A e B, a partir de 25 anos
Exposição: no balcão central e no caixa
Distribuição: Estado de SP e Estado do RJ (fevereiro) e demais Estados (maio)
Divulgação: comerciais em TV aberta e por assinatura, spots de rádio e anúncios em jornais, revistas e internet
Materiais para PDV: reprints, banners, banners canguru, banners gigantes, displays de gôndola e de balcão, totens, móbiles, faixas de gôndola, faixas de gôndola 3D, placas de vitrine, wobblers e Últimas Novidades cartaz
Preço: R$ 14,90

Plano da obra

Vol 1) Crime e castigo - vol. I, Fiódor Dostoiévski
Vol 2) Crime e castigo - vol. II, Fiódor Dostoiévski
Vol 3) Madame Bovary, Gustave Flaubert (lido 2011)
Vol 4) O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde (lido 2011)
Vol 5) Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis (lido 2013)
Vol 6) A divina comédia - Inferno, Dante Alighieri (vendido, tenho outra edição melhor)
Vol 7) Os sofrimentos do jovem Werther, J.W. Goethe (vendido, tenho outra edição melhor)
Vol 8) O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha - vol. I, Miguel de Cervantes (vendido, tenho outra edição melhor)
Vol 9) O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha - vol. II, Miguel de Cervantes (vendido, tenho outra edição melhor)
Vol 10) Hamlet, Rei Lear e Macbeth, William Shakespeare
Vol 11) Ilusões perdidas - vol. I, Honoré de Balzac
Vol 12) Ilusões perdidas - vol. II, Honoré de Balzac
Vol 13) Orgulho e preconceito, Jane Austen (lido 2011)
Vol 14) O primo Basílio, Eça de Queirós
Vol 15) Moby Dick - vol. I, Herman Melville (vendido, tenho outra edição melhor)
Vol 16) Moby Dick - vol. II, Herman Melville (vendido, tenho outra edição melhor)
Vol 17) O falecido Mattia Pascal, Luigi Pirandello
Vol 18) O homem que queria ser rei e outras histórias, Rudyard Kipling (lido 2013)
Vol 19) Os lusíadas, Luís de Camões
Vol 20) A metamorfose, Franz Kafka
Vol 21) Outra volta do parafuso, Henry James (lido 2011)
Vol 22) O assassinato e outras histórias, Antón Tchekhov
Vol 23) O morro dos ventos uivantes, Emily Brontë
Vol 24) Mensagem, Fernando Pessoa (lido 2011)
Vol 25) Coração das trevas, Joseph Conrad (lido 2012)
Vol 26) O vermelho e o negro, Stendhal
Vol 27) Cândido ou O otimismo, Voltaire (lido 2013)
Vol 28) Os Malavoglia, Giovanni Verga
Vol 29) Os sertões - vol. I, Euclides da Cunha
Vol 30) Os sertões - vol. II, Euclides da Cunha
Vol 31) Contos de amor, de loucura e de morte, Horacio Quiroga (lido 2011)
Vol 32) Infância, Maksim Górki
Vol 33) Grandes esperanças, Charles Dickens
Vol 34) No caminho de Swann, Marcel Proust (vendido, tenho outra edição melhor)
Vol 35) Odisseia, Homero (vendido, tenho outra edição melhor)

Seja dona da sua vida, de Beth Wareham

Resenha enviada por uma amiga que não tem blogue.

Você já parou para pensar em quais são as circunstâncias nas quais você toma decisões e utiliza um “não” como resposta? Ou já reparou em quantas vezes você deixou de fazer algo que lhe faria sentir-se bem somente para agradar alguém?

Independente de sua posição social, estado civil, atividade profissional ou do cargo que ocupa na hierarquia de uma organização, seja você esposa, namorada, amiga, colega, cliente ou líder, aprender a dizer “não” é fundamental. Muitas pessoas dizem “sim” quando na verdade gostariam de dizer “não”, e isso acaba gerando problemas enormes, pois fazem concessões e aceitam situações que não gostariam de vivenciar.

A partir de histórias que acontecem em casa, no escritório, em um relacionamento amoroso ou familiar, na obra “Seja a Dona da Sua Vida”, Beth Wareham descreve de forma simples e ao mesmo tempo irreverente algumas situações em que as mulheres abrem mão de suas próprias vontades por medo de magoar ou desagradar. Apesar de escrever um texto direcionado especialmente ao público feminino, Wareham chega bem mais perto do que se imagina da realidade tanto do sexo feminino quanto do masculino. Ela mostra um “manual” para o emprego do “não” em nossa vida para evitar que o resultado das escolhas que fazemos seja desastroso.

No primeiro capítulo do livro, “A temporada dos sins”, Wareham faz alusão a um período, freqüentemente o primeiro quarto da vida, em que muitas pessoas acreditam que somente serão amadas e aceitas ou se manterão livres de conflitos se disserem sim para todos. Por várias vezes, aqueles que não sabem dizer “não”, acreditam que estão construindo uma imagem de “boa pessoa”, que não nega, não recusa, não deixa de atender a uma solicitação seja a que hora for. Acreditam que ao dizer sim para todos, serão bons servidores, bons amigos, bem vistos em tudo, deixando de lado muitas vezes suas legítimas necessidades ou o bem comum.

Por isso, é importante não confundir ser solícito e atencioso com ausência de decisão e opinião. Neste aspecto, a autora fala sobre a relação entre o medo de dizer não, que geralmente leva aos infindáveis sins, e o tempo precioso da vida que se perde fazendo-se coisas que na verdade não se queria. Ela escreve sobre como dizer não sem se sentir constrangida ou culpada segundos depois.

É fácil compreender. Wareham define de forma super simples e deixa claro que o “não” é extremamente necessário em nossa vida, não precisamos ter remorsos, fazer o bom uso desta palavra que ouvimos tanto, desde criança, é fundamental para vivermos bem e em harmonia. Por incrível que possa parecer, o “não” bem pontuado nos momentos corretos, se relaciona com pró-atividade e autoconhecimento. Ajuda qualquer pessoa a se tornar mais forte, mais clara, mais focada e atenta, sem contar que auxilia a evitar muitos problemas futuros.

O foco é dizer “não” com educação, sem hesitar, sem culpas, exercendo o direito de dar sua opinião, evidenciando seus limites, prioridades e obrigações. Dizer “não” de maneira correta pode realizar grandes mudanças em sua vida pessoal e profissional. Assim, você estará delimitando seu território, deixando todos saberem claramente o que você pode e o que não pode fazer e, sobretudo o que você quer e se dispõe a fazer.

No livro são apresentadas histórias de negociações feitas em um relacionamento com o namorado, no casamento, na família, no trabalho, com os amigos, na vida como um todo e até decisões relativas ao ser enquanto indivíduo dotado de impulsos, desejos e vontades. Em cada uma dessas histórias enfatiza-se que dizer “sim” para conquistar simpatia e apreço dos familiares, amigos e colegas de trabalho, pode literalmente significar grandes prejuízos para a carreira de uma pessoa e também para sua vida pessoal.

Se há alguma mensagem na obra de Beth Wareham, provavelmente é a que é preciso escolher com atitude o que gostaríamos de viver, sem indecisões, sem rodeios, sob o risco de a oportunidade passar. E isso implica em dizer não quando necessário, sem culpa. Por meio de suas histórias, ela desperta um sentimento de indignação, típico de quem percebe o quanto infindáveis sins em algum momento da vida acabaram comprometendo momentos únicos e importantes que não voltam mais. Desse processo, resta o aprendizado... para o restante, o poder de escolha e a atitude.
“No fim, aprender a dizer não tem a ver com crescer. Tem a ver com autoconhecimento e com autorespeito, duas mercadorias apreciadas e muitas vezes difíceis de conseguir”.
por Neusa Ravaroto

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O cordel do BBB


Recebi hoje um email com o cordel "Big Brother Brasil, um programa imbecil", do baiano Antonio Barreto. Apesar de não ser leitor assíduo de cordéis, tive de me curvar a este, que reflete muito bem o que penso a respeito não só desse programa, como também da lavagem cerebral que fazem da população mais humilde de nosso país. Em outras palavras, eu não criticaria melhor...

BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL
Antonio Barreto

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

Antonio Barreto nasceu em Santa Bárbara, Bahia, e é professor, poeta e cordelista. Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira, possui trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel. Escreve o blogue A Voz do Cordel.