Livros Adquiridos - Dezembro 2012


14 livros = -R$ 308,97

236. Leonardo da Vinci: Desenho e pintura completa - Frank Zollner - Taschen - R$ 75,90 - www.livrariadafolha.com.br 
237. Memórias da sauna finlandesa - Marcelo Mirisola - 34 - presente de amigo
238. Hagakure - Yamamoto Tsunotomo - Conrad - R$ 106,00 - www.mercadolivre.com.br 
239. O oitavo mago - Terry Pratchett - Conrad - R$ 54,37 - www.estantevirtual.com.br 
240. O guia de sobrevivência a zumbis - Max Brooks - Rocco - R$ 36,40 - www.estantevirtual.com.br 
241. Mais que um carpinteiro - Josh McDowell - Voxlitteris - presente de amigo 
242. A guerra dos botões - Louis Pergald - Atica - troca - www.skoob.com.br 
243. Don Giovanni ou O dissoluto absolvido - José Saramago - Companhia das Letras - troca - www.skoob.com.br 
244. Arte e letra: estórias S - Diversos autores - Arte e Letra - R$ 16,50 - Assinatura anual 
245. Deus, um delírio - Richard Dawkins - Companhia das Letras - R$ 9,90 - www.skoob.com.br 
246. O herói perdido - Rick Riordan - Intrínseca - troca - www.skoob.com.br 
247. O filho de Netuno - Rick Riordan - Intrínseca - troca - www.skoob.com.br 
248. O trono de fogo - Rick Riordan - Intrínseca - R$ 9,90 - www.skoob.com.br 
249. Sandman: A casa de bonecas: Livro 2 - Neil Gaiman - Conrad - troca - www.skoob.com.br

Minhas Leituras - Dezembro 2012


9 livros = 1967 páginas

120. Arte e letra: estórias M (2011) - Diversos autores - 92 pgs - muito bom 
121. Juventude (1902) - Joseph Conrad - 96 pgs - muito bom 
122. Nosso homem em Havana (1958) - Graham Greene - 288 pgs - excelente (nunca me diverti tto com 1 livro d espionagem) 
123. O relógio Belisário (1995) - José J. Veiga - 148 pgs - muito bom 
124. O eterno marido (1870) - Fiódor Dostoiévski - 216 pgs - excelente [emprestado][clube de leitura][releitura] 
125. Memórias de Adriano (1951) - Marguerite Yourcenar - 286 pgs - bom 
126. Memorial de Aires (1908) - Machado de Assis - 175 pgs - regular 
127. Meu hamster é um gênio (2012) - Dave Lowe - 108 pgs - bom [emprestado] 
128. O caminho de Swann (1913) - Marcel Proust - 558 pgs - regular

O Eterno Marido, de Fiódor Dostoiévski

Atenção: o texto abaixo contém revelações sobre o enredo (spoilers)

Alguns livros são inesgotáveis. A cada releitura revelam novos olhares, temas, teses e impressões da condição humana. Leia-os cem vezes e em cem vezes eles te surpreenderão. Entram facilmente nessa categoria as obras de Shakespeare, Cervantes, Homero e Dostoiévski  entre outras. E dentre os livros de Dostoiévski  O Eterno Marido certamente é uma rica fonte de reflexão e conhecimento. Escrito na Rússia de 1870, em apenas três meses, revela não só aspectos culturais e históricos como também psicológicos e humanistas. É considerado uma das poucas comédias escritas por Dostoiévski  embora carregada de dramaticidade. Ao lê-lo, o leitor vislumbra como que uma peça teatral sendo encenada à sua frente. Os protagonistas desfilam virtudes e defeitos que fazem ora odiá-los ora amá-los. Um paradoxo que só os seres humanos e os melhores personagens literários conseguem ter, tornando-os imperfeitos e íntimos aos leitores. Para os não iniciados em Dostoiévski  se quiserem antes de se aventurarem nos densos Crime e Castigo ou Os Irmãos Karamazov, O Eterno Marido é um ótimo antepasto que aguçará a vontade em se aprofundar mais na literatura russa.

Mas cuidado! Deve-se optar por edições recentes, traduzidas direto do russo, por preservarem o mais próximo possível o tom da língua original. As melhores edições de O Eterno Marido neste quesito são as da Editora 34 e da L&PM. As demais são traduções antigas do francês ou inglês que suavizam ou alteram o sentido de expressões e significados do texto. Contudo, a edição da 34, da famosa e cara Coleção Leste, apesar de trazer o nome de Boris Schnaiderman como tradutor, deixa a desejar pelo menos em três aspectos. Primeiro, por trazer palavras em total desuso aos brasileiros deste século, como cacete (adjetivo), incontinenti, imo, chusma, imiscuir, álacre e furibundo, para citar algumas. Não que se deva ser contra o uso de palavras da língua portuguesa para enriquecer o vocabulário do leitor, mas quando estas deixam uma impressão estranha e possuem alternativas torna-se uma falha de tradução e revisão, passando a impressão que ou a tradução é antiga (não neste caso) ou o tradutor é antigo (Schaneiderman nasceu em 1917). O segundo aspecto são as expressões estrangeiras traduzidas ao pé da letra – como “dar tiros de pólvora seca”, “sem mais aquela”, etc. - sem uma nota de rodapé que a situe no contexto brasileiro, quando muito só aparecendo entre aspas. O “dar tiros de pólvora seca” é encontrado em jornais lusitanos online, mas não se consegue captar o sentido. Por último, o tradutor indica no prefácio que a construção dos nomes em de Dostoievski dão importantes dicas sobre a personalidade das personagens, mas ele mesmo não traduz nenhum dos nomes do livro! É mostrar o doce à criança só para passar vontade. Na edição da L&PM tais detalhes aparecem, o que a torna uma opção interessante a se analisar. Além, é claro, da diferença no preço: enquanto a edição da 34 varia em torno de R$ 30,00 a de bolso da L&PM custa R$ 10,00.

Cabe aqui um pequeno adendo sobre os nomes russos que ajudará na leitura. O site Falando Russo explica que existem nome + patronímico (para revelar o pai) + o sobrenome (para o nome da família ou clã). O que se percebe na leitura de O Eterno Marido é o uso formal do sobrenome (por exemplo, Trussótzki), informal do nome composto (Páviel Pávlovitch) e íntimo dos diminutivos e apelidos (Pál Palitch). Assim, um mesmo personagem pode ser chamado de vários nomes diferentes, o que pode confundir inicialmente os leitores, além dos ‘itchs’ e ‘ovs’. Como já mencionado, Dostoievski usa palavras na composição dos nomes para indicar algumas características das personagens. Vieltchâninov deriva da palavra grandioso, opulento; Trussótzki de medroso. Como se já não fosse o suficiente esta salada de nomes, patronímicos, sobrenomes e apelidos, ainda existem as variações de sobrenomes femininos: marido e esposa possuem sobrenomes diferenciados: Trussótzki e Trussótzkaia, Pogoriéltzev e Pogoriéltzeva, Zakhlébinin e Zakhlébinina.

O enredo do livro é o bem conhecido triângulo amoroso, com marido, esposa e amante (Páviel, Natália e Aleksiéi). Apesar de o narrador estar em terceira pessoa, o ponto de vista (POV) adotado é o do amante. Diferente de Dom Casmurro, de Machado de Assis, em que o POV era o do marido supostamente traído (Bentinho, Capitu e Escobar). Aliás, um ponto em comum entre os dois livros envolve a paternidade duvidosa de uma criança. E também, que muitas impressões, desconfianças e julgamentos sobre os personagens provêm do POV, podendo ser parciais e até incorretas. Pelo menos 20 personagens transitam no livro, grande parte mulheres, apesar de a obra ser considerada uma novela curta. Contudo, os protagonistas são apenas quatro, que evocam algumas teorias interessantes:

  1. O amante, Aleksiéi Ivânovitch Vieltchâninov – POV, solteiro, de 38/39 anos, morador de São Petersburgo, robusto, de alta estatura, barba até o peito, olhos claros, experimentado sedutor. Já dilapidara duas fortunas e estava envolvido em um processo que lhe retornaria uma boa renda. Julga-se hipocondríaco e somente no final parece curar-se de seu mal imaginário, justamente quando se livra de Páviel. Seria a relação de dependência, amor e ódio entre amante e marido uma correlação entre o hipocondríaco e a doença?
  2. O marido, Páviel Pávlovitch Trussótzki – viúvo, 45 anos, morador em T..., aparece na vida de Vieltchâninov depois de 9 anos de ausência. Após o falecimento da esposa passa a maltratar a filha, se vingando na pequena os pecados da esposa. É muitas vezes descrito como um paspalhão que comete maldades por ignorância ou capaz de crimes hediondos por impulso, sem que os tenha planejado. Ao final do livro, reaparece casado com uma cópia simplória da primeira mulher: jovem e dominadora.
  3. A esposa, Natália Vassílievna Trussótzkaia – falecida há 3 meses, morre de tísica aos 37 anos, mãe de Lisa, amante de Vieltchâninov por um ano e de Bagaútov, na sequência, por cinco. Vieltchâninov é dispensado por ela, que arruma um novo amante de qualidade inferior logo em seguida, surge a dúvida: ela o dispensou porque ele se apaixonara e insistia para que fugisse com ele ou porque ela temia aceitar a proposta?
  4. A filha, chamada somente de Lisa (apelido de Elisabete ou Ielisavieta) – menina de 8 anos, órfã de Natália, que sofre nas mãos de Páviel e desperta a empatia de Vieltchâninov. Morre poucas semanas depois, aparentemente de tristeza. Poderia ter contraído a tísica da mãe já que a depressão é um dos sintomas. Ou definhou porque se viu maltratada e abandonada pelo pai. Mas outra teoria da conspiração seria a de que ela cometeu suicídio, sendo a menção sobre o seu dedinho negro um indício. 


Os capítulos são curtos – o mais longo tem vinte páginas – apesar de trazerem descrições, informações e reviravoltas. Entra aqui a capacidade genial do escritor de sintetizar muito em poucas palavras. O tom de suspense permeia todo o livro, começando em Vieltchâninov tentar lembrar-se quem é o homem que o persegue inclusive em sonhos. Depois, ele procura até o final do livro descobrir o quanto Páviel sabe sobre suas intimidades com a viúva e sobre a paternidade de Lisa. Os diálogos entre Páviel e Vieltchâninov são geniais e cheios de ambiguidades, como um jogo de xadrez em que o amante tenta forçar o marido a revelar o que sabe e o marido procura torturar os nervos e a consciência do amante. Como na passagem em que Páviel apresenta Lisa como “esta é nossa filha!”, podendo referir-se tanto a ele e Natália ou ele e Vieltchâninov; ou quando Páviel se confessa corno fazendo um par de chifres sobre a testa, mas que desejava tomar champanhe com Bagaútov, ex-amante da esposa, enquanto o fazia com Vieltchâninov.

O livro apresenta um desfile dos costumes russos do século XIX. Se por um lado traz duas famílias grandes (os Pogoriéltzev e Zakhlébinin) com várias filhas além de agregados, morando em zonas rurais e com chefes de família funcionários públicos, por outro lado apresenta a vida boêmia dos solteiros e viúvos na cidade, arrumando facilmente amantes, noivas ou esposas. Também aparecem secundariamente preconceitos de idades, classes sociais e gêneros. Aparecem as tradições do beijo na boca entre homens em sinal de amizade, do crepe no chapéu como luto, das cuspidas de desprezo. A influência francesa é evidenciada no beber champanhe ao invés de vodca e no uso de expressões e palavras. Dostoievski cita peças teatrais e músicas conhecidas pelos leitores da época que se encaixam perfeitamente no enredo.


Outra característica importante de Dostoievski é que “o escritor é exaltado por especialistas justamente por ter adiantado em sua obra muitas das questões que seriam desenvolvidas pela psicanálise nos anos seguintes” (fonte). Além dos sonhos de Vieltchâninov repletos de significados com a trama, a obra analisa a psique dos protagonistas, levantando algumas teses únicas:

  • Existem mulheres predispostas inconscientemente a serem esposas infiéis. Antes de se casarem são modelos de virtude, mas depois se tornam dominadoras e veem a infidelidade apenas como um mero aspecto do casamento.
  • Toda esposa infiel tem um parceiro que a aceita assim. São os “eternos maridos”, que lembram os cornos-mansos definidos nas peças de Nelson Rodrigues.
  • Pode-se amar alguém pelo ódio que se sente por ele. Páviel admirava Vieltchâninov por sua cultura antes de descobrir que era amante da esposa. Por ser de personalidade inocente, facilmente enganável, quando confrontado com a verdade, perdeu-se entre sentimentos e pensamentos. Como poderia odiar quem sempre admirou por uma falta cometida há tantos anos?
  • Existem homicidas não premeditados, irracionais, impulsivos. Estes estariam na teoria do crime andando sobre a linha tênue que separa os criminosos culposos dos dolosos, podendo desiquilibrar-se e cair tanto para um lado quanto para outro. 

Tais considerações iniciais servem apenas como provocações para quem leu ou pretende ler O Eterno Marido. Embora em uma nova leitura, possam aparecer novos aspectos a serem considerados. A filmografia existente sobre a obra indica dois filmes: um francês de 1946 e um canadense de 1999, ambos inacessíveis. Porém, mais inacessível é a peça encenada em 1964, no sétimo episódio da 14ª temporada do programa Grande Teatro Tupi, da brasileira TV Tupi.

Compre o livro no Submarino

O Relógio Belisário, de José J. Veiga


Trecho selecionado:
Choveu vários dias sem trégua, obrigando as pessoas a ficarem mais tempo recolhidas em casa, o que foi bom para a arrumação da cabeça de cada um por dentro, e bom também para o chuchu, o jiló, a abobrinha, o mangarito e o alho; e ainda para o rego, que vinha jorrando pouco ultimamente.

Resoluções Literárias para 2013 #2

Dias atrás elaborei mais uma vez meu plano santo sem ser crucificado a minha lista das metas literárias fui começar. Quem não lembra, não viu e não sabe do que raios estou falando, clica aqui e pare de ser um perdido. Como meta nº 2 escrevi:
Ler 1 calhamaço de pelo menos 500 páginas por mês - os danados estão se procriando aqui em casa! Sei que a minha média de livros lidos por mês/ano vai cair drasticamente, mas não me preocupo com isso: se seguir a meta 1, gastarei entre 10 e 20 dias em cada tijolão;
Pois então. Já adiantando as opções de leitura de livros com mais de 500 páginas que tenho à disposição em minha biblioteca particular, achei SÓ 40 esperando por mim. Daria pra estender a meta por 3 anos! Uau! Uau! Uau! (agora chega que isso aqui já tá parecendo ambulância). Enfim. Vou listar abaixo as 40 opções, sendo duas delas releituras da série Guerra dos Tronos, pois não quero me esquecer da história quando o 6º volume da série sair lá em 201...

Alguém se habilita a indicar algum dos abaixo para eu ler sem falta em 2013? Os em vermelho são os que já sei que vou ler. Coloquei em ordem crescente de número de páginas.
  1. Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas - 510 páginas - Nova Cultural (LIDO EM MAIO) (TROCADO)
  2. Contos Fantásticos do Século XIX - Diversos escolhidos por Italo Calvino - 520 páginas - Companhia das Letras 
  3. Cidadela - Antoine de Saint Exupéry - 522 páginas - Nova Fronteira 
  4. Os Homens Que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson - 522 páginas - Companhia das Letras 
  5. A Vida dos Doze Césares - Suetônio - 527 páginas - Ediouro 
  6. Eu Mato - Giorgio Faletti - 536 páginas - Intrínseca 
  7. Os Melhores Contos que a História Já Escreveu - Flavio Moreira da Costa - 560 páginas - Nova Fronteira 
  8. Obras completas de Jorge Luis Borges, volume II - Jorge Luis Borges - 566 páginas - Globo 
  9. O Xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase - Mircea Eliade - 566 páginas - Martins Fontes (VENDIDO)
  10. Mulheres Apaixonadas - D.H. Lawrence - 574 páginas - Nova Cultural 
  11. Obras completas de Jorge Luis Borges, volume III - Jorge Luis Borges - 576 páginas - Globo 
  12. Na Ponta dos Dedos - Sarah Waters - 587 páginas - Record
  13. As Vinhas da Ira - John Steinbeck - 588 páginas - Bestbolso 
  14. A Guerra dos Tronos - George R. R. Martin - 592 páginas - LeYa [releitura] 
  15. O Físico - Noah Gordon - 592 páginas - Rocco 
  16. A Menina que Brincava com Fogo - Stieg Larsson - 608 páginas - Companhia das Letras 
  17. Os 100 melhores contos brasileiros do século - Italo Moricone (org) - 618 páginas - Objetiva 
  18. Teatro Completo: Comédias - William Shakespeare - 624 páginas - Agir 
  19. O Vermelho e o Negro - Marie-Henri Beyle Stendhal - 630 páginas - Abril Coleções 
  20. A Fúria dos Reis - George R. R. Martin - 656 páginas - LeYa [releitura] 
  21. Moby Dick - Herman Melville - 656 páginas - Cosac Naify 
  22. O Nome do Vento - Patrick Rothfuss - 656 páginas - Sextante (LIDO EM JANEIRO) (VENDIDO)
  23. Grandes Esperanças - Charles Dickens - 672 páginas - Abril 
  24. Obras completas de Jorge Luis Borges, volume IV - Jorge Luis Borges - 680 páginas - Globo 
  25. A Rainha do Castelo de Ar - Stieg Larsson - 688 páginas - Companhia das Letras 
  26. A Divina Comédia - Dante Alighieri - 696 páginas - Editora 34 (LIDO EM JUNHO) (VENDIDO)
  27. Viva o Povo Brasileiro - João Ubaldo Ribeiro - 700 páginas - Nova Fronteira 
  28. Obras completas de Jorge Luis Borges, volume I - Jorge Luis Borges - 707 páginas - Globo 
  29. Teatro Completo: Dramas Históricos - William Shakespeare - 720 páginas - Agir 
  30. O Tambor - Gunter Grass - 738 páginas - Nova Fronteira
  31. Anna Kariênina - Liev Tolstói - 814 páginas - Cosac Naify (LIDO EM MARÇO) (VENDIDO)
  32. Tom Jones - Henry Fielding - 846 páginas - Nova Cultural 
  33. 2666 - Roberto Bolaño - 856 páginas - Companhia das Letras 
  34. O Engenhoso Cavaleiro D. Quixote de La Mancha (livro II) - Miguel de Cervantes - 856 páginas - Editora 34 
  35. Musashi vol 2 - Eiji Yoshikawa - 887 páginas - Estação Liberdade 
  36. Musashi vol 1 - Eiji Yoshikawa - 922 páginas - Estação Liberdade 
  37. Os Pilares da Terra - Ken Follett - 944 páginas - Rocco 
  38. Poesia Completa - Mario Quintana - 1019 páginas - Nova Aguilar 
  39. Os Irmãos Karamázov - Fiódor Dostoiévski - 1040 páginas - Editora 34 
  40. Ulysses - James Joyce - 1112 páginas - Penguin-Companhia 
  41. Oscar Wilde - Obra Completa - Oscar Wilde - 1470 páginas - Nova Aguilar 
EDIT 03.07.2013: CALHAMAÇOS ADQUIRIDOS EM 2013
  1. O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss - 960 páginas - Sextante (LIDO EM FEVEREIRO) (VENDIDO)
  2. Liberdade - Jonathan Franzen - 618 páginas - Companhia das Letras (LIDO EM ABRIL) (TROCADO)
  3. A Menina Sem Qualidades - Juli Zeh - 546 páginas - Record (LIDO EM JULHO)

Ler é como Beijar

Aforismos - Novembro 2012

Escolha qual você gostou mais. Todos escritos por Jefferson Luiz Maleski. Se quiser replicar algum deles, só peço para que mencione a autoria, ok?

Existem pessoas simpáticas à minha antipatia.

A sinceridade ou a falsidade de alguém revela da mesma maneira o caráter, as motivações, os medos e os objetivos dela. É só prestar atenção.

"Você nunca mais vai me ver", disse o rapaz para a namorada cega.

Stephen Hawking vai participar de uma peça de teatro. Você o encontra minutos antes da estreia. Como você lhe deseja boa sorte?

No dia internacional das mulheres elas ganham flores. No dia internacional dos homens eles ganham mulheres. Tem presente melhor?

Abraçou-se ao travesseiro de ganso. Morreu com pena no coração.

Clodoaldo sempre se gabava de vestir a camisa da empresa. A última vez foi quando começou a trabalhar na Funerária Sorriso Amarelo.

Durante o dia era o inferno. À noite, o paraíso. Contudo, decidiu inverter a situação radicalmente: pediu demissão do emprego e se casou.

A Sorte de Um é o Azar de Muitos

- Pai, o que é equação de segundo grau?

- Shhh, menino! Não vê que tô vendo tevê? O comercial já tá acabando.

- E o que tá passando?

- Eu não vou ficar sabendo se você ficar com essa matraca aberta, né. Agora, fica caladinho ou vai fazer perguntas lá pra sua mãe. E Neusaaaaaaaaaaaa! O programa vai começar, cadê a droga da minha longueneque?

"Querido telespectador amigo, querida telespectadora amiga, estamos agora, neste exato momento, em frente à casa do mais novo ganhador da Loteria dos Milionários. E o ganhador não sabe ainda que é o felizardo. Faremos a revelação ao vivo, mostrando a reação dele e da família em primeira mão a todos vocês. Como podem ver, é uma casa de dois andares, com garagem para cinco carros, cerca elétrica e segurança particular. Já conversamos com o vigia e ele nos deixou entrar. [Vem comigo, Gilberto, filma ali.] Olha só pessoal, a casa tem piscina olímpica, sauna e quadra de tênis. Parece que a família vive realmente muito bem. Vamos tocar a campainha. [Ding-dong] Olha essa porta de madeira de lei, Gilberto, filma os trincos dourados. Será que são de ouro? Estou ouvindo alguém. Vão abrir a porta."

"Bom dia, o senhor é Walter Munhoz Filho? Sim? Meus parabéns! O senhor acaba de ganhar a Loteria dos Milionários! Não sabia? Claro que não sabia, nossa equipe é quem ficou incumbida de lhe contar a notícia ao vivo em rede nacional. O que o senhor acha disso? Está emocionado? O quê, não lembra de ter comprado nenhum bilhete? Mas não precisava, seu Walter. A Loteria dos Milionários é patrocinada pelo Governo Federal, e pelas Receitas Federal, Estadual e Municipal. O senhor foi sorteado e escolhido por meio da sua declaração de Imposto de Renda. E o que o senhor ganhou? Há-há, percebo que o senhor está mesmo por fora de como a Loteria dos Milionários funciona. Vamos explicar as regras mais uma vez ao senhor e a todos os nossos telespectadores: toda semana um rico é sorteado e perde todos os bens que possui: imóveis, veículos, contas bancárias, empresas, jatinho, iate e até aquelas contas nas Ilhas Cayman que o senhor tentou esconder mas que a Polícia Federal foi eficiente em localizar e bloquear. Todos os bens levantados serão leiloados e o dinheiro arrecadado será distribuído igualmente entre os beneficiários do Bolsa Família. Não é o máximo? Pense nas milhares de famílias que vão poder comer esta semana graças à sua generosa doação!"

"O quê, como assim nós não podemos fazer isso? Seu Walter, seu Walter, o senhor é um brincalhão. Já disse que a loteria é um programa do Governo. O senhor não pode fazer nada a não ser se sentir bem por ser a alma caridosa do Brasil. Esta semana. Inclusive os policiais e promotores federais que me acompanham escoltarão o senhor e sua família para fora da sua ex-mansão neste exato momento. E os agentes da Receita farão um levantamento de todos os bens para o leilão online que terá início logo após o nosso programa. Mas o quê, dá um close, Gilberto, a família toda do seu Walter está chorando! É emoção demais! Mas não pensem que o governo lhes deixará desamparados. O senhor e a sua família já estão automaticamente cadastrados no Bolsa Família e com um mês de aluguel pago em uma modesta meia-água no Bairro Matadouro 2ª Etapa. E ainda não contei o melhor: amanhã mesmo o seu Walter já começa no novo emprego, ganhando um salário mínimo registrado na carteira. E com direito a férias, FGTS e décimo terceiro! Tá certo que por o senhor nunca ter precisado trabalhar antes de carteira assinada vai demorar um pouco a se aposentar. Mas tenha fé, muitos brasileiros estarão torcendo pelo senhor e pela sua família. Hã, que emprego? Bem, o senhor não adivinhou pelo bairro, não é? Claro que não! O senhor vai ser auxiliar de desossa no Frigorífico Carne Fresca. Se trabalhar bem em poucos anos poderá ser desossador oficial e talvez chefe de setor. Enquanto isso a sua esposa irá trabalhar na escolinha do município com crianças da rede fundamental de ensino. E ela nem precisa de qualificação, a escola está precisando de professoras urgentemente desde que a última foi esfaqueada. E para os seus filhos, temos algumas opções, mas antes o Michel terá que mudar o nome para Maicosuel e a Tereza Christina para Tetê, pois ambos já têm entrevista marcada com o chefe do tráfego local. Tenho certeza de que o senhor não vai querer desagradar o senhor Pedra Noventa."

[A câmera acompanha o homem e a família entrando cabisbaixos no carro da polícia que sai com as sirenes ligadas à toda velocidade]

"Bem, meus amigos e minhas amigas que nos acompanham aí, no conforto de seu lar, este foi mais um episódio da Loteria dos Milionários. Com o patrocínio das pilhas Z: porque Z é muito mais você! Voltamos semana que vem, com outro rico sorteado, neste mesmo canal, no mesmo horário. Tenham uma boa noite. [Bora, Gilberto, que esse vento tá acabando com a minha chapinha]."

- Pai, por que nós não ganhamos na loteria?

O pai solta um sonoro arroto, mira o filho com um olho aberto e outro fechado e pensa consigo mesmo que o garoto não é lá muito esperto. Certeza que puxou a família da mãe.

- Nós já ganhamos, meu filho, nós já ganhamos faz tempo e continuamos a ganhar na maldita loteria todos os dias.

Ganhou um livro que não quer ler: o que fazer?

É uma pergunta que levanta pontos de vista bastante individuais, não só dos que ganharam livros mas também  dos que deram. Sem chorumelas, revelo em primeiríssima mão que eu, JLM, passo o livro adiante, sem pensar duas vezes, sem remorso, sem dó. Os amigos podem até ficar tristes, mas recomendo que prestem atenção nos meus motivos abaixo, racionais ao extremo, que até mesmo poderão lhes serem úteis.

Antes, algumas perguntas retóricas para os seus botões:

1. Se você ganhou um presente (qualquer coisa, não só livro), ele é seu, não é? Teoricamente você poderia fazer o que quisesse com ele: vender, doar, jogar fora, usar como carvão ou enterrar no quintal, certo?

2. Se você ganhar algo que não tem nada a ver com o seu jeitão, algo que te deixou com cara de bocó tentando descobrir qual a intenção de quem deu o presente (foi brincadeira ou foi a sério? neste último caso, quem deu tem problemas psicológicos?), você tenta usar o presente por uns dias só por desencargo de consciência ou o esconde de tudo ou de todos morrendo de vergonha de ter aquilo em casa?

3. Se você é conhecido entre parentes e amigos como leitor assíduo e só ganha livros por causa disso, já percebeu que alguns presentes são simplesmente de gente querendo desencalhar livros que não leram, não vão ler e só tomam espaço na casa deles?

4. Você lê muito ou pouco? Qual a sua filosofia de vida em relação à leitura?

As perguntas são propositais para melhor introduzir ao assunto. Eu disse que eram apenas retóricas, mas menti. Vou usá-las para explanar os meus motivos pessoais. Começo respondendo da última para a primeira.

4. Eu sou um leitor estatisticamente acima da média (cerca de 10 livros ao mês) e não tenho tempo a perder com o que não me interessa. Minha vida é curta frente à quantidade de livros que quero ler. Então, assim como tenho uma lista do que desejo ler também tenho uma do que não vou ler. Por exemplo: nunca lerei Stephenie Meyer, E. L. James, Fabrício Carpenejar, Chistopher Paolini, Eduardo Spohr, entre outros. Não é pré-conceito, é saber ouvir comentários e críticas sobre determinados autores e identificar que o que eles escrevem não é o que você lê. Agora, em uma hipótese mental de que eu lesse somente um livro por ano, e ganhasse um ou dois livros, também acredito que não me focaria neles e sim nos que eu me interessasse.

3. e 2. Poucos são os que conhecem intimamente os meus gostos literários. Até porque sou um tanto quanto eclético com leituras que nem eu consigo descrever os meus gostos literários. Assim, para ganhar um livro que combine comigo, ou a pessoa vai olhar na minha lista de desejados no Skoob ou vai me perguntar qual eu quero. Fora isso é um tiro no escuro. Eu mesmo me considero muito sensitivo para indicar leituras a quem conheço, com pensamentos do tipo “aquele livro combina com tal pessoa” e costumo acertar mais que errar nos presentes. Mas já cometi gafes estranhas. Certa vez dei de presente para uma amiga casada o livro “101 maneiras de enlouquecer uma mulher na cama”, pensando que ela o passaria para o marido e seria feliz com isso. Mas até hoje o casal pega no meu pé dizendo que ela não é lésbica não. My fault. Então, a probabilidade de eu ganhar um livro que não goste é grande, quando não conhecem ou perguntam do que gosto. E ganho muitos livros (geralmente SÓ ganho livros) e como não tenho apego nem mesmo aos livros que gostei e não vou reler, passando-os adiante tão logo seja possível, quanto menos com os que não me identifiquei com o tema, estilo, autor, título ou cor da capa. Hoje qualquer desculpa me serve para não ler um livro. São eles, os livros, que têm que me convencer que valem a pena eu gastar algumas horas em suas companhias. Sou um cara difícil de ser conquistado.

1. Aqui entra muito das regras de etiqueta social. Passar um presente adiante ainda é visto como ofensa. Mas vejo esse pensamento é arcaico. Com algumas pessoas mais íntimas eu poderia ser sincero e tentar devolver o presente dizendo que ela errou totalmente e que eu não vou usar aquilo, não vou ler aquilo ou não vou botar aquilo na boca de jeito nenhum. Ou, com pessoas que não sou tão desembaraçado assim, ao invés de esquecer o presente em um baú velho e acumular mais tralhas inúteis como aquele tio estranho, passo o item para frente. Doo. Troco. Vendo. Mas se for doá-lo, simplesmente não passo a maldição para frente: dou o presente para alguém que vai usá-lo de verdade. Se for trocá-lo (o escambo é uma prática muito comum em algumas cidades ou feiras de bairros, além da internet, é claro) pode até ser por um objeto que valha menos, mas que será mais útil para mim. Se for vendê-lo, terei a certeza de que quem comprar quer aquilo de verdade (sabe-se lá porquê) e saberei aproveitar bem o dinheiro que entrar.

Juventude, de Joseph Conrad


Trechos selecionados:
"Era um homem triste, com uma lágrima eterna a brilhar na ponta do nariz, um homem que tivera, tinha ou esperava vir a ter problemas - que só podia ser feliz se alguma coisa de ruim lhe acontecesse."
"Lembro dos rostos cansados, as figuras abatidas dos meus dois homens, lembro da minha juventude e de um sentimento que nunca mais haverá de voltar - o sentimento de que eu podia durar para sempre, mais do que o mar, do que a terra, do que todos os homens; o ilusório sentimento que nos atrai para alegrias, para perigos, para o amor, para o vão esforço - para a morte; a triunfante convicção de força, o calor da vida numa mão cheia de pó, a chama do coração que todo ano diminui, esfria, arrefece e expira - expira muito depressa, depressa demais, antes da própria vida."

Tá?, de Mariana Aydar



Música: Tá?
Cantora: Mariana Aydar
Letra: Carlos Reno / Roberta Sá / Pedro Luís

Pra bom entendedor, meia palavra bas-
Eu vou denunciar a sua ação nefas-
Você amarga o mar, desflora a flores-
Por onde você passa, o ar você empes-

Não tem medida a sua ação imediatis-
Não tem limite o seu sonho consumis-
Você deixou na mata uma ferida expos-
Você descora as cores dos corais na cos-
Você aquece a Terra e enriquece à cus-
Do roubo, do futuro e da beleza augus-

Mas do que vale tal riqueza? Grande bos-
Parece que de neto seu você não gos-
Você decreta a morte à vida ainda em vis-
Você declara guerra à paz por mais bem quis-
Não há em toda fauna um animal tão bes-
Mas já tem gente vendo que você não pres-

Refrão
Não vou dizer seu nome porque me desgas-
Pra bom entendedor, meia palavra bas-
[...]
Bom entendedor, meia palavra bas-
[...]
Pra bom entendedor, meia palavra bas-
Tá?

Filmes & Séries Vistos - Novembro 2012

28 filmes

231. o espetacular homem-aranha (the amazing spider-man) - eua, 2012 - bom
232. na estrada (on the road) - eua, 2012 - ruim
233. o agente da estação (the station agent) - eua, 2003 - regular
234. quem quer ser um milionário? (slumdog millionaire) - inglaterra/irlanda, 2008 - bom [re-visto]
235. o gato do rabino (le chat du rabbin) - frança, 2011 - excelente
236. magic mike - eua, 2012 - regular
237. monsterbox - frança, 2012 - bom
238. la luna - eua, 2011 - muito bom
239. o testamento de nobel (nobels testamente) - suécia, 2012 - bom
240. vizinhos imediatos de 3º grau (the watch) - eua, 2012 - regular
241. o poderoso chefão: parte 3 (the godfather: part 3) - eua, 1990 - muito bom
242. terror em silent hill (silent hill) - eua, 2006 - bom [re-visto]
243. aos olhos do inimigo (lost in the dark - enemy within) - eua, 2012 - regular
244. paranorman - eua, 2012 - bom
245. big buck bunny - holanda, 2008 - bom
246. 007 operação skyfall (skyfall) - eua/inglaterra/irlanda, 2012 - bom
247. the inbetweeners us: 1ª temporada - eua, 2012 - muito bom [série]
248. um lugar ao sol (en plats in solen) - suécia, 2012 - bom
249. a guerra dos botões (la guerre des boutons) - frança, 2011 - excelente
250. os infratores (lawless) - eua, 2012 - bom
251. um cão andaluz (un chien andalou) - frança, 1929 - regular
252. eu não quero voltar sozinho - brasil, 2010 - muito bom
253. a entidade (sinister) - eua, 2012 - bom
254. a aparição (the apparition) - eua, 2012 - regular
255. one more beer - brasil, 2012 - bom
256. sexo à parte - brasil, 2012 - bom
257. thanks, smokey - eua, 2011 - excelente
258. totalmente inocentes - brasil, 2012 - ruim

Livros Adquiridos - Novembro 2012


18 livros = -R$ 402,71

218. Oréstia: Agamemnom / Coéforas / Eumênides - Ésquilo - Jorge Zahar - pontos cartão VISA - www.fnac.com.br (lido 2013)
219. Bastar a si mesmo - Arthur Schopenhauer - WMF Martins Fontes - pontos cartão VISA - www.fnac.com.br (lido)
220. Duplo Dexter - Jeff Lindsay - Planeta - pontos cartão VISA - www.fnac.com.br (lido e vendido 2013)
221. A guerra dos tronos: HQ 1 - George R. R. Martin - Barba Negra - R$ 9,90 - www.skoob.com.br (lido)
222. Deixa ela entrar - John Ajvide Lindqvist - Globo - R$ 9,90 - www.skoob.com.br
223. Breve manual de estilo e romance - Autran Dourado - UFMG - R$ 9,90 - www.skoob.com.br (lido)
224. Portões de fogo - Steven Pressfield - Objetiva - R$ 26,80 - www.estantevirtual.com.br
225. A borboleta tatuada - Phillip Pullman - Objetiva - troca - www.trocandolivros.com.br
226. Corra com os cavalos - Eugene Peterson - Ultimato - presente de amigo (vendido 2013)
227. Os melhores contos de medo, horror e morte - Org. Flávio Moreira da Costa - Nova Fronteira - troca - www.trocandolivros.com.br
228. Os irmãos Karamázov (2 vols) - Fiódor Dostoiévski - 34 - R$ 39,90 - www.submarino.com.br
229. Os 25 melhores poemas de Charles Bukowski - Charles Bukowski - Bertrand Brasil - R$ 19,90 - www.submarino.com.br (lido e vendido 2013)
230. A última guerreira - Steven Pressfield - Ediouro - R$ 11,07 - www.estantevirtual.com.br
231. Col. A torre negra (7 vols) - Stephen King - Suma das Letras - R$ 99,90 - www.submarino.com.br (vendido 2013)
232. Col. A torre negra (7 vols) - Stephen King - Suma das Letras - R$ 99,90 - www.submarino.com.br
233. Box Trilogia do Graal (3 vols) - Bernard Cornwell - Record - R$ 47,40 - www.submarino.com.br
234. O leilão do lote 49 - Thomas Pynchon - Companhia das Letras - R$ 28,13 - www.estantevirtual.com.br (vendido 2013)
235. Como pensar mais sobre sexo - Allain de Botton - Objetiva - troca - www.trocandolivros.com.br (lido e vendido 2013)

E o Black Friday acabando com o meu auto-controle.

Minhas Leituras - Novembro 2012


10 livros = 2249 páginas

110. Arte e letra: estórias R (2012) - Diversos autores - 88 pgs - muito bom
111. O coronel Chabert / A mulher abandonada (1832) - Honoré de Balzac - 126 pgs - bom
112. A consciência de Zeno (1932) - Ítalo Svevo - 384 pgs - muito bom
113. A invenção de Hugo Cabret (2007) - Brian Selznick - 533 pgs - bom
114. Bastar a si mesmo (2012) - Arthur Schopenhauer - 80 pgs - excelente
115. A mulher desiludida (1967) - Simone de Beauvoir - 190 pgs - regular
116. A guerra dos tronos: HQ vol. 1 (2012) - Martin / Abraham / Patterson - 240 pgs - muito bom [hq]
117. O eterno marido (1870) - Fiódor Dostoiévski - 216 pgs - excelente [emprestado][clube de leitura]
118. Breve manual de estilo e romance (2003) - Autran Dourado - 75 pgs - regular
119. O fio da navalha (1944) - W. Somerset Maugham - 317 pgs - bom