A arte cavalheiresca do arqueiro zen, de Eugen Herrigel

Treinar arco e flecha, esgrima, pintura, arranjos florais ou artes marciais não é a mesma coisa para um ocidental e um praticante Zen. Essas atividades são encaradas como um meio para se atingir a sabedoria transcendental, um coração puro, trilhar o caminho do meio ensinado por Buda. O alemão Eugen Herrigel morou seis anos no Japão e, durante este tempo, procurou compreender e vivenciar o Zen através de aulas de arco e flecha com o mestre Kenzo Awa. Porém, não foi fácil, e revelou em A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen as dificuldades que encontrou, a maioria por racionalizar demais sobre coisas que deveriam somente ser sentidas e por impacientemente buscar resultados visíveis. Algo comum a todo ocidental. Mas ele conseguiu, e deixou para a posteridade um excelente manual para que outros, com os mesmos pensamentos iniciais errôneos, também conseguissem alcançar o Zen e compreender o sentido do ensinamento: “Antes que eu penetrasse no Zen, as montanhas e os rios nada mais eram senão montanhas e rios. Quando aderi ao Zen, as montanhas não eram mais montanhas, nem os rios eram rios. Mas, quando compreendi o Zen, as montanhas eram só montanhas e os rios, apenas rios.” Lido em e-book.

leitura: Janeiro de 2009
obra: A arte cavalheiresca do arqueiro zen (Zen in der Kunst des Bogenschiessens) de Eugen Herrigel
tradução, prefácio e notas: J. C. Ismael
edição: 17ª, Editora Pensamento (2001), 91 pgs
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Bom
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