Duas novas séries sobre contos de fadas

Grimm 

Sinopse: 
Nova série dramática inspirada pelos clássicos contos de fada dos irmãos Grimm. Lembram-se das histórias que nossos pais nos contavam na hora de dormir? Aquilo era de mentirinha - eram alertas. Nick Burkhardt (David Guintoli, de Turn the Beat Around) pensou estar preparado para a dura realidade da vida de detetive de homicídios até começar a ver coisas que não podia explicar. Quando sua tia Marie (Kate Burton, de Grey’s Anatomy) retorna, a vida de Nick vira de cabeça para baixo. Ela lhe revela que os dois são descendentes de um esquadrão de caçadores de elite, os Grimms, que lutam para manter a humanidade a salvo das criaturas sobrenaturais do mundo.

Comentário: 
Dos mesmos produtores de Buffy e Angel, é inevitável a sensação de estar (re)vendo um episódio de Buffy misturado com Supernatural. Ou seja, nada de novo, só mudaram os nomes. E o ator protagonista não é lá estas coisas, achei que falta expressão nele. A história me parece que será episódio por episódio, aparecendo casos "estranhos" ligados aos contos de fadas, enquanto Nick tenta descobrir quem assassinou os seus pais e mais sobre a sua linhagem de caçadores Grimm. Não animei a continuar vendo e nem acho que sobreviva muito tempo com um início tão fraco, mas se quiserem tirar as dúvidas, vejam o piloto por si só.

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Once Upon a Time 

Sinopse: 
Acompanhamos as vidas de personagens de contos de fadas que, por conta de uma maldição, vivem no nosso mundo real sem saber sua verdadeira identidade. No centro dessa trama, está Emma (Jennifer Morrison, de House), uma mulher que vê sua vida mudar para sempre, agora que reencontrou o filho aquela tinha abandonado há anos. O garoto tenta a todo o custo convencê-la de que ela veio de uma realidade alternativa, onde era a filha da Branca de Neve e do Príncipe Encantado, que a deixaram quando bebê, para protegê-la da maldição lançada pela Bruxa Má. E é essa mesma maldição que congelou o mundo de conto de fadas no tempo e trouxe todos os seus personagens para o mundo moderno.

Comentário:
Dá vontade de ver uma série onde você percebe o capricho na produção, nos efeitos especiais, na fotografia, enredo, atuações, enfim, onde há mais pontos a favor que contra. Deu curiosidade para continuar e ver como Emma vai ajudar aos personagens dos contos de fadas. Além, é claro, da série levantar uma ótima premissa para discussões filosóficas, sobre a perda da magia no mundo atual. Recomendo.

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Posters:

Frases do Seu Madruga



Se soubesse que tinha mandado um idiota fazer isso, tinha ido eu mesmo.

Não consigo uma boa recomendação de trabalho do meu último patrão porque ele morreu há vinte anos.

São todas assim: começam ficando com o chapéu e acabam ficando com a carteira!

Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar.

A diferença entre as duas Alemanhas é simples, é que de um lado se toma vodca, e do outro cerveja.

Minha senhora, se acha que pode me comprar com alguns presentinhos, eu vou lhe dizer uma coisa… eu aceito!

Eu sabia que você era idiota, mas não a nível executivo!

Eu sempre deixo as vagas de empregos para os mais jovens, e venho adotando essa nobre atitude desde os meus 15 anos!

O porco perde os dentes, mas não perde a barriga.

A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.

Não existe trabalho ruim. O ruim é ter de trabalhar.

Pixar Haicais

Brinquedos vivos
No silêncio da noite
Buscam amigos
Mesmo formigas
 Quando juntas são fortes
Vencem as brigas
Medo: Era uma vez
Um monstro bem fofinho
Que amigos fez
Procurar peixe
É trabalho pesado
Pai, não me deixe!
Família normal 
Luta junta todo dia 
Combate o mal 
Só um vencedor 
O mais rápido ganha 
Patrocinador
Oh! rato francês 
Saia já da cozinha ou 
Fico sem freguês 
Robô camarada
No espaço sideral
Nova morada
Um velho bufão
Um escoteiro-mirim
Juntos num balão

Xícara, de Fábio Sexugi

Coleção Grandes Escritores da Atualidade, da Planeta DeAgostini


Algumas coleções recentes surpreendem pela qualidade e variedade em seus títulos, assim como o total desconhecimento pelo público por elas. É o caso da Coleção Grandes Escritores da Atualidade, da Editora Planeta DeAgostini, lançada em 2003 quinzenalmente nas bancas, cada volume custando em torno de R$ 16,90, e que competia na época diretamente com a Coleção de Clássicos da Nova Cultural, com exemplares semanais a R$ 11,90. Eu sei disso porque comprava as duas, principalmente porque caso fosse comprar os títulos separadamente, em outras edições, custariam três vezes mais que estes valores.

Com 41 livros de capa dura trazendo uma foto brilhante, é uma coleção praticamente desconhecida em sua totalidade, somente um ou outro exemplar aparece vendido em sebos. É uma pena esta pouca divulgação, pois algumas das minhas melhores descobertas literárias desde 2003 ocorreram graças à Planeta DeAgostini. Não que eu já tenha lido todos os volumes, pelo contrário, ainda falta a maioria, mas os poucos que li me apresentaram caras como Saramago, Sclyar e Rushdie, dos quais sou fã até hoje.

Atualmente a coleção desapareceu até do site da editora como se nunca tivesse existido. Só resta torcer para que coleções semelhantes voltem a surgir, seja nas bancas ou pela internet, para a alegria dos viciados em livros como eu. Segue abaixo a lista dos volumes da coleção, na ordem que consegui lembrar pois os livros não são numerados.
  1. Todos os Nomes, José Saramago (lido 2003)
  2. Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, Rubem Fonseca (lido 2005)
  3. Se um Viajante numa Noite de Inverno, Italo Calvino (lido 2012)
  4. O Amante do Vulcão, Susan Sontag   
  5. A Caixa Preta, Amós Oz 
  6. A Carta Esférica, Arturo Pérez-Reverte 
  7. Pastoral Americana, Philip Roth 
  8. A Mulher que Escreveu a Bíblia, Moacyr Scliar (lido)
  9. O Último Suspiro do Mouro, Salman Rushdie 
  10. Inferno, Patrícia Melo (lido 2005)  
  11. Voragem, Junichiro Tanizaki  
  12. Onde andará Dulce Veiga?, Caio Fernando Abreu (lido 2012)
  13. A História Secreta, Donna Tartt 
  14. O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago (lido 2012) 
  15. O Retrato do Rei, Ana Miranda
  16. Sobre Heróis e Tumbas, Ernesto Sabato 
  17. A Trilogia de Nova Iorque, Paul Auster (lido)
  18. Quando Éramos Órfãos, Kazuo Ishiguro 
  19. Reparação, Ian McEwan 
  20. Amor, de Novo, Doris Lessing 
  21. Os Mímicos, V. S. Naipaul 
  22. Coelho Corre, John Updike 
  23. Paraíso, Tony Morrison 
  24. Abril Despedaçado, Ismael Kadaré 
  25. Os Cadernos de Dom Rigoberto, Mario Vargas Llosa 
  26. Santa Evita, Tomás Eloy Martinez  
  27. O Piano e a Orquestra, Carlos Heitor Cony
  28. A Grande Arte, Rubem Fonseca
  29. O Buda do Subúrbio, Hanif Kureishi
  30. Manicômio, Patrick Mcgrath 
  31. A Majestade do Xingu, Moacyr Scliar (lido 2005) 
  32. A Trégua, Primo Levi
  33. Achados e Perdidos, Luiz Alfredo Garcia-Roza 
  34. Os Versos Satânicos, Salman Rushdie (lido 2005)  
  35. Memento Mori, Muriel Spark 
  36. Bellini e a Esfinge, Tony Bellotto 
  37. Informações sobre a Vítima, Joaquim Nogueira 
  38. Ruído Branco, Don Dellilo  
  39. Despedida em Veneza, Louis Begley 
  40. Ripley debaixo D'água, Patrícia Highsmith 
  41. Todos os Belos Cavalos, Cormac McCarthy (lido)

Efeito indesejado

Alguma coisa estava errada. Eu já tinha usado todo o meu suprimento semanal e não conseguia sentir nada. Nem êxtase, nem euforia, excitação, ansiedade ou amortecimento. Nada. Primeiro pensei que tivesse sido enganado: o fornecedor me vendera alguma porcaria falsificada. Mas quando notei a namorada e os amigos deleitando-se pela sala da mesma remessa que eu havia usado, percebi que o problema era comigo. Daí, pensei que talvez eu tivesse criado alguma defesa natural contra os efeitos. Era isso. O meu corpo acostumara-se ao uso contínuo e excessivo e como vingança resolveu não me proporcionar mais o prazer viciante. Eu estava fadado a ser um usuário insensível e ter que suportar todos se divertindo ao meu redor enquanto eu seria apenas um mero expectador. Por fim, pensei que todos ali poderiam estar fingindo, como na fábula da roupa nova do imperador, eles também não estavam sentindo nada, assim como eu, mas não confessavam para não parecerem estranhos e diferentes ao grupo. Neste caso, eu poderia fingir também, mas que graça teria? Levantei de supetão, coloquei as sobras em uma sacola e saí. Vou comprar mais, talvez me ajude. Entrei na Pharmacia, chamei o boticário e pedi outra dezena de Coca-Cola’s. Sim, eu havia levado as garrafas vazias.

Uma imagem em 35 palavras (4)


Os fiscais da inspetoria sanitária sabiam da má-fama do bairro. Falavam sobre fantasmas. Ying queria parecer corajoso perante a sua parceira Yang, descartando superstições tolas. Porém, mantinha a impressão de que alguém os seguia constantemente.