House M. D. - 4ª temporada (2007-2008)

4x12 Don't ever change
Palavras são permanentes, um dia você vai dizer algo que você vai querer retirar.

4x11 Frozen
Bondade indiscriminada é superestimada.

4x10 It's a wonderful lie
Mentiras inofensivas são as que dizemos a outras pessoas para que se sintam bem. Racionalizações são mentiras que dizemos a nós mesmos para nos sentirmos melhor.

Se não sabe mentir também não sabe quando estão mentindo para você.

O único motivo de dar várias razões é porque você está procurando o que a pessoa quer ouvir.



4x09 Game
Drogas sempre são uma máscara para algo mais.

Existem 3 opções nesta vida: ser bom em algo, ficar bom ou desistir.

Morrer é fácil. O difícil é viver.


4x08 You don't want to know
Você passa a sua vida toda buscando por respostas porque você acha que a próxima resposta poderá mudar alguma coisa. Talvez o faça um pouco menos infeliz. E você sabe que quando suas perguntas acabam, você não fica simplesmente sem respostas. Você fica sem esperança.

4x04 Charlie's Angels
Paixões baseadas em necessidades reais é um desenvolvimento evolucionário comum.

House M. D. - 3ª temporada (2006-2007)
House M. D. - 2ª temporada (2005-2006)
House M. D. - 1ª temporada (2004-2005)
Veja a lista completa de temporadas e episódios na Wikipédia.

Os Reis da Rua (Street Kings), 2008

- Pode sair algo bom de algo ruim.
- No meu mundo, o mundo real, do mal só sai o mal.

Sangue não lava sangue.

Todos somos maus.

Mais info: Site oficial.

A Outra (The Other Boleyn Girl), 2008

Observe as damas da corte, veja como é que alcançam o que querem dos seus homens, não lhes pisando os pés, mas permitindo aos homens que acreditem estar, de fato, no comando. Essa é a arte de ser mulher.
Filme baseado no livro homônimo do britânico Phillipa Gregory, publicado em 2001. Site oficial.

Indiana Jones e o Grande Kahuna

Após a violenta queda do bimotor em uma ilha em pleno Oceano Pacífico, os três sobreviventes – o arqueólogo Indiana Jones e os padres jesuítas Wilson e Pierre – caminham em uma floresta densa em busca de algum socorro.

Você está bem, Indiana?

Sim, padre Wilson, só desloquei um pouco o meu ombro esquerdo durante a queda.

Ainda bem, eu nunca iria me perdoar se tivesse acontecido algo a você. Afinal, fui eu quem o convenceu a vir para a Polinésia estudar os Moais da Ilha de Páscoa.

Não se preocupe, padre, estou bem. Mas não posso dizer o mesmo do piloto, que acabou morrendo na queda, apesar de ter nos salvado. Será que estamos na Ilha de Páscoa ou em outra ilha? A neblina estava muito forte e...

Neste instante, são subitamente cercados por selvagens de pele amarelada pintados com faixas e símbolos tribais brancos, vermelhos e negros em seus corpos nus, apontando enormes lanças pontiagudas na direção deles. O ar tornou-se tenso. Contudo, qual não foi a surpresa dos três quando um dos selvagens começa a falar em francês! Segundo o selvagem, um explorador que passara por ali há muitos anos ensinou-lhe algumas palavras da língua quando ele era criança. Assim, deu boas vindas aos visitantes e todos os selvagens os receberam com grande festa, convidando-os para o banquete que aconteceria naquela noite em homenagem ao Grande Kahuna.

Que bom, disse Indiana Jones, estou morrendo de fome.

Nós também, respondeu o selvagem.

Ao chegarem à aldeia, foram recebidos com grande entusiasmo pelos nativos, que corriam ao redor dos forasteiros, passando as mãos em suas roupas e cabelos. O padre Pierre, que era francês, tornou-se o interlocutor do grupo e, após algumas palavras e gestos repetitivos, traduziu algumas palavras do selvagem. Aquela tribo acreditava numa profecia sobre a vinda do Grande Kahuna, que cairia dos céus e habitaria entre os homens, trazendo grande sorte e fartura. Ao verem o avião caindo, os selvagens foram atrás em busca de seu deus e salvador, o Kahuna. Eles acreditavam que um dos três seria Kahuna e os outros dois os servos dele.

Durante o banquete, que corria às mil maravilhas, foram servidos por lindas mulheres, que usavam roupas minúsculas feitas de folhas e trançados. Comeram e beberam à vontade, até que um selvagem com uma máscara grande e sinistra apareceu no meio do grupo gritando e apontando o dedo para os visitantes. O silencio tomou conta de todos. O selvagem tradutor fez uma pergunta ao padre Pierre, que traduziu:

É você o nosso único deus e salvador, o Grande Kahuna, aquele a quem devemos adorar todos os dias de nossas vidas, lhe dando alimentos, mulheres, honra e obediência? São estes outros dois os sacrifícios que trouxe para comermos em sua honra?

NON, respondeu o padre Pierre, e explicou que ele não era o deus de ninguém, mas apenas o servo de outro deus e que de onde vinha não era costume comerem humanos.

Imediatamente, os selvagens o pegaram e jogaram dentro de um grande caldeirão fervente que se encontrava até então encoberto com folhas. Os gritos de dor do padre Pierre deixaram Indiana Jones e o padre Wilson horrorizados.

O selvagem chegou até o padre Wilson que, apesar de não entender nada do que dizia, sabia o que aquelas palavras significavam.

NON, responde também o padre Wilson, não posso cometer este sacrilégio contra o meu Deus e contra os meus amigos.

O padre Wilson também foi atirado sem demora dentro do caldeirão fervente e morreu gritando de dor.

Finalmente, o selvagem fez a pergunta a Indiana Jones.

***

Quatro meses depois, uma equipe de buscas enviada para localizar o paradeiro do bimotor desaparecido encontra uma tribo onde, curiosamente, o líder é um homem branco e americano. Este homem, apesar do chapéu e da jaqueta de couro, traz vários ornamentos feitos de pedras coloridas e de penas de aves. Está rodeado por cinco lindas jovens e por vários recipientes fartos de frutas, carnes e bebidas. Ao conversarem pela primeira vez com aquele que era considerado o Grande Kahuna pelos selvagens, ele responde prontamente:

OUI, OUI, je suis le Grand Kahuna.

Dores da alma

"Ás vezes, perceber que alguém gosta de nós nos faz agir tão maldosamente quanto se não o tivéssemos percebido. A maldade pela ignorância não é menos ruim que a maldade intencional. Ambas são maldade e o resultado é o mesmo."

"Não desconte em outros o que alguém lhe fez sofrer. Quebre a corrente. Nunca vale a pena inocentes pagarem pelos culpados. A vida dará o troco aos culpados da mesma forma que aos que maltratam inocentes."

"Perdão e amor não deveriam ser vinculados. Se perdoamos a quem amamos, que são humanos sujeitos a falhas, por que não perdoar a quem não amamos, que estão nas mesmas condições?"

"Quem mais nos machuca são quem melhor conhecemos."

Jefferson Luiz Maleski

House M. D. - 3ª temporada (2006-2007)

3x09 Finding Judas
O objetivo do sistema judiciário criminal é fazer a coisa certa quando todo o resto falhou.

House M. D. - 2ª temporada (2005-2006)
House M. D. - 1ª temporada (2004-2005)
Veja a lista completa de temporadas e episódios na Wikipédia.

And the Oscar goes to... (podre essa, seu sei, mas nunca tive a chance de falar isso em outras situações)

MINI PREFÁCIO DO CONTO: Eis o conto ganhador do Concurso de Contos Aumente um Ponto, promovido pelo blog Lendo.org, do qual participei como jurado. Pra quê ser assim, Rosalva? foi escrito por Dino Canteli. Confesso que descobri dentre os concorrentes alguns contos excelentes, mas também muita tranqueira. Espero que os bons contistas que não subiram no pódio continuem escrevendo, e os maus também, pois somente com a prática poderão melhorar. Quem estiver na dúvida em qual classificação se encaixa, me procure em particular que te falo.

Pra quê ser assim, Rosalva?
de Dino Canteli

Detesto essas liberdades que as visitas deliberam. Principalmente quando ouvem aquela malfadada expressão “sinta-se em casa” e a levam ao pé da letra. Vão nos quartos, mexem nas gavetas. Vão na cozinha, fuçam na geladeira. Reviram a estante e encontram o rascunho do meu futuro possível livro.

– Você está escrevendo um livro?
– Não, é meu balancete de despesas mensais. Dá aqui!
– Não é não, seu bobo… Esse seu balancete tem muitas letras pro meu gosto.
– Faço introduções longas.
– Mentiroso.
– Por favor, devolve.
– Por que todo cara de talento esconde as coisas que faz?
– Porque as pessoas tendem a fazer comparações. Sempre, aliás.
– Ai, pronto. Parece meu pai reclamando.
– Devolve, Rosalva. Ou então eu…

Rosalva é um nome que dá tesão até de pronunciar. A gente começa abrindo a boca pra fazer o “ro”, mexe todo o maxilar e a língua vai parar no céu da boca com o “zal”, e, por fim, os lábios se unem para cuspir a última sílaba, já mandando realmente tirar a roupa nesse “va”. Se isso não for erótico, ao menos serve de massagem facial. Rosalva! Se não fosse tão metida, eu e ela já teríamos, sei lá, fornicado.

– Se eu não devolver, você faz o quê?
– Faço um macarrão instantâneo enquanto isso.
– Você não sabe cozinhar outra coisa?
– Requento que é uma maravilha.

Não adianta discutir com mulher. É melhor deixá-la fazer o que quiser. O tédio e a mudança de opiniões no lado feminino vêm mais ligeiro. Passei a defender essa tese depois que meu casamento durou quatro meses.

E a Rosalva era assim: iria ler, se aborrecer e voltar a falar de qualquer outra coisa comigo. Ou então mudar de opinião e resolver fazer as temidas comparações que odeio, detesto, tenho pavor e derivados. Era tão fácil ela apenas dizer “vamo pro quarto”, “que calor”, “o que é esse auto-relevo na sua calça de veludo?”, “deixa eu segurar isso aí”, e crau.

– Você tem um estilo de alguém que conheço.
– Ihhhhh! Lá vem.
– Pera, deixa eu pensar… Ah, já sei: é o Luis Fernando Verissimo escrito.
– Já me disseram que eu era um Scliar, só que nos aspirantes.
– Hum… pensando melhor, Kafka! Você parece o Kafka!
– Concordo que já acordei estranho, mas o mais próximo disso foi uma ressaca.
– Humm… Um pouco de Guimarães Rosa nos personagens.
– Ele era um rural ortodoxo. Eu sou rural também, mas mais liberal.
– Putz, da linhagem do MST?
– MSG.
– Ãhn?
– Movimento dos sem gramática.

(…)

– Rá!
– Muito engraçadinho, macaco simão.
– Sei que não sou engraçado e não faço esforço nenhum para parecer.
– Você tem uma cabeça boa.
– Ah, é?
– Boa para dar um derrame.
– Obrigado, Edgard Allan Poe fêmea.
– Tá, peraí! Peraí. Falando sério. Deixa eu analisar melhor… Bem, com os tiros, as trepadas e as mortes, eu diria que o Rubem Fonseca está bem representado.
– Não é bem assim, me preocupo com os leitores mais sensíveis. Não quero ninguém deprimido.
– Lya Luft.
– Pára! Também não é isso. Tenho meus métodos narrativos pra chegar onde eu quero.
– Ah-rá! Aquele pessoal do O Segredo!

Aquela conversa estava tomando um rumo muito chato. Bem o que eu temia. Quando chega nesse ponto do abuso gratuito, eu costumo ser grosso e arremesso a primeira enciclopédia que encontro. Já falei, se ela fosse mais superficial e dissesse “quero que você examine uma coceirinha que tá me dando na virilha”, isso, assim e só, nossa relação seria muito mais harmônica.

Pra quê ser assim, Rosalva? Por que não é apenas uma dessas moças gostosas, de ancas largas, coxas grossas, seios fartos, lábios carnudos e vácuo no crânio? Ela é tudo isso, só que metida a intelectual. E tem hora que a gente não agüenta, mesmo.

– Vamos pra cama que eu te conto o meu “segredo”.

Passou-se vinte e poucos minutos de um rala-e-rola contagiante em que discurso nenhum tinha vez naquele espaço, a não ser alguns desabafos sem significações necessárias e de entendimento que é universal: AH, UH, OH, UH!

Extasiado e de cabeça vazia, virei pro lado.

– Vai, conta esse teu segredo.

“Que perseguição!”, pensei gritando. Só me relaciono com mulheres que lêem resumos de vestibulares e respondem a questionários da Capricho.

– Eu não tenho estilo nenhum!

Ah! Eu sabia: é o Millôr.

Fuck!

Pablo Neruda

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria.

A verdade é que não há verdade.

A poesia tem comunicação secreta com o sofrimento do homem.

É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem razoáveis.

A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão.

Dois amantes felizes não têm fim nem morte, nascem e morrem tanta vez enquanto vivem, são eternos como é a natureza.

Os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra.

Pablo Neruda (1904-1973) foi um poeta chileno e ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1971.

Manual do Roteiro, de Syd Field

Personagem é ação. Esta é uma regra simples que, na prática, auxilia os escritores novatos a desenvolverem melhor a sua escrita. O norte-americano Syd Field escreveu em 1979 um livro clássico sobre técnicas de escrita, o Manual do Roteiro, que aborda de maneira simples regras eficazes da criação literária. Apesar do objetivo principal do livro ser ensinar a escrita de roteiros para cinema, as orientações - além servirem para roteiristas - são úteis para romancistas, contistas, escritores, etc., desde que saibam separar o que lhes será útil.

A obra aborda aspectos essenciais na composição, tais como: o assunto sobre o qual escrever, a construção e criação de personagens, a escrita de finais e inícios e estruturação do roteiro da trama. Isso é feito com o auxílio de roteiros de alguns filmes famosos, com trechos de cenas para exemplificar cada passo a ser dado.

Para Field, a história é dividida em três partes, um Paradigma encontrado em todo roteiro, assim como na vida humana:
  1. início, apresentação ou Ato I;
  2. meio, confrontação ou Ato II;
  3. fim, resolução ou Ato III.
Os elos entre os Atos são os Pontos de Virada (plot points), responsáveis em fazer com que o leitor/espectador fique curioso e continue lendo/assistindo a trama até o fim. "É um incidente, ou evento, que "engancha" na ação e a reverte noutra direção. Ele move a história adiante" (pg. 97).

Para Field "Todo drama é conflito. Sem conflito não há personagem; sem personagem, não há ação; sem ação, não há história; e sem história, não há roteiro" (pg. 5). Ou seja, o personagem precisa sempre ter uma necessidade e a trama girará em torno das dificuldades a serem vencidas por ele para satisfazer aquela necessidade. Sabendo qual a necessidade do personagem, pode-se criar dificuldades para ele vencer e avançar na história. Por isso, aquela velha idéia de começar a escrever sem ter rumo certo é descartada em prol de uma estrutura lógica , racional e bem sucedida.
"O mesmo princípio se aplica a uma receita. Quando você cozinha algo, você não mistura as coisas e espera para ver no que dá! Você sabe o que vai cozinhar antes de entrar na cozinha; tudo o que você tem que fazer é cozinhar." (pg. 53)
A estória pode surgir à partir do perfil de um personagem: "crie um personagem e você criará uma história" (pg. 34); ou em um roteiro pré-definido os personagens vão sendo acrescentados conforme a necessidade. Indiana Jones e a Arca Perdida começou a ser escrito pela cena final, a do depósito gigantesco com caixas de artefatos guardadas pelo governo. Os aspectos internos e externos formam e definem o personagem, seja na sua biografia, necessidades ou vidas profissional, pessoal e privada.

Outra regra do Manual do Roteiro é prender a atenção ainda nas primeiras dez páginas do roteiro ou dez minutos do filme. Se demorar mais que isso corre-se o risco do leitor/espectador perder o interesse. "Nas dez primeiras páginas o leitr saberá se sua história funciona ou não; se foi bem apresentada ou não" (pg. 57). Cada seqüência, cada cena precisa se encaixar no momento exato, sem excessos.

No capítulo "Adaptação", Field dá uma ótima explicação do porquê de filmes baseados em livros serem diferentes dos originais. Roteiros adaptados são obras originais assim como os livros o são. Não se deve confundir o uso de uma fonte com o tipo de veículo comunicativo. Em "Sobre a Colaboração" aparecem orientações de como dois escritores podem escrever uma obra em conjunto sem se matarem durante o processo. "Depois de Escrito" traz conselhos para a fase pós-escrita, em que a preservação dos direitos autorais, publicação e roteirização da sua obra são extremamente relevantes.

Os capítulos "Construindo o Roteiro" e "Escrevendo o Roteiro" já valem o livro todo. São uma injeção de ânimo em qualquer escritor iniciante, e aparecem permeados de conselhos valiosíssimos. Apesar de alguns capítulos não serem úteis hoje em dia, como o "Escrevendo em Computadores" onde o autor aborda as dificuldades dos escritores na transição entre a máquina de escrever e o computador, esses capítulos não desmerecem os méritos finais do livro. Syd Field conclui aplicando uma de suas regras sobre criação de personagens ao próprio escritor: personagem é ação. Escritor é ação. Por isso, a melhor maneira de tornar-se um grande escritor é escrevendo.

O Manual do Roteiro conquista o topo da lista dos livros técnicos sobre escrita resenhados neste blog, que foram:
leitura em: Março / Abril 2008
obra: Manual do Roteiro (Screenplay), de Syd Field
edição: 1ª, Editora Objetiva (1995), 223 pgs
preço: Compare as opções no Buscapé
Excelente

A Fantástica Loja de Brinquedos

A Fantástica Loja de Brinquedos está cheia de crianças.
Algumas pegam vários brinquedos, outras nenhum.
Umas são egoístas e brincam sozinhas ou tomam o brinquedo de alguém.
Outras brincam em conjunto ou dividem os seus brinquedos com quem não tem nem um.

Nas prateleiras altas estão os brinquedos mais desejados,
e apesar de serem os que as crianças gastam mais tempo tentando alcançar
são usados por poucos e por pouco tempo.

Anoitecendo, umas crianças têm vários brinquedos, outras nenhum,
algumas se entreteram com os mais variados tipos, outras com os mesmos de sempre,
porém todas saem da loja como entraram: sem brinquedo algum.

A grande maldade da Fantástica Loja de Brinquedos
não é tirar o brinquedo da criança enquanto ela se diverte,
mas é uma observar as outras brincando com algo que ela nunca terá.

Mas há crianças que entram e saem da loja
sem darem atenção aos brinquedos,
e apesar de terem um certo ar de mistério e sabedoria,
são chamadas de bobas pelas outras.

E no final de nossas vidas, provamos que
a vida é uma ilusão colocada por Deus à nossa frente
na qual nem todos tiveram a oportunidade de brincar.

House M. D. - 2ª temporada (2005-2006)

2x24 No Reason
A informação é incapaz de causar algum dano sozinha. As idéias não são boas nem ruins, mas sim o uso que fazemos delas, apenas ações podem causar danos.

2x21 Euphoria Part 2
A dor nos faz tomar decisões erradas. O medo da dor é quase um grande motivador.

2x19 House vs. God
Quem fala com Deus é religioso. Deus fala com você, daí você é psicótico.

2x15 Cuteless
A ignorância é uma bênção.

2x14 Sex Kills
Presentes expressam culpa.

Há duas coisas por quais ficamos estúpidos: dinheiro e sexo.


2x11 Need to Know
Conhecer é sempre melhor que desconhecer.

2x09 Deception
Trabalhe sabiamente, não em excesso.

2x08 The Mistake
Os erros são tão sérios quanto os resultados que eles causam.

2x07 Hunting
Amor é amor, satisfação é validação social, a diversão pode esperar.

2x06 Spin
Se o amor é baseado em mentiras, não significa que é um sentimento real? Não traz o mesmo prazer?

2x04 TB or not TB
Existe um imperativo evolucionário por que nos importamos com nossos familiares e amigos e existe um imperativo evolucionário porque nós não damos a mínima a ninguém mais. Se amássemos todas as pessoas indiscriminadamente, não poderíamos funcionar. Então, o grande humanitarista é tão egoísta quanto o resto de nós. Somente não é honesto quanto a isto.

Eu descobri que você parece mais esperto fazendo as perguntas do que não respondendo.


2x03 Humpty Dumpty
Você não pode crer que tudo é sua culpa a menos que pense ser o Todo-Poderoso.

O mundo seria um lugar melhor se as pessoas nunca sentissem culpa? Tornaria o sexo melhor.


2x01 Acceptance
Pode imaginar a sua vida toda se baseando na pior coisa que já fez?

Quando uma pessoa boa morre deveria haver algum impacto no mundo. Alguém deveria perceber. Alguém deveria ficar chateado.


House M. D. - 1ª temporada (2004-2005)
Veja a lista completa de temporadas e episódios na Wikipédia.

Antoine de Saint-Exupéry

Antoine de Saint-ExupérySe procuro em minhas recordações os que me deixaram um sabor duradouro, se faço balanço das horas que valeram, sempre me encontro com aquelas que não valeram a pena.

O Homem distingui-se dos homens. Nada se diz de essencial acerca da catedral se apenas falarmos das pedras. Nada se diz de essencial a respeito do Homem se procurarmos defini-lo pelas qualidades humanas.

Mulher: a mais nua das carnes vivas e aquela cujo brilho é o mais suave.

Cada um é responsável por todos. Cada um é o único responsável. Cada um é o único responsável por todos.

A terra ensina-nos mais acerca de nós próprios do que todos os livros. Porque ela nos resiste.

O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo.

A verdade não é, de modo algum, aquilo que se demonstra, mas aquilo que se simplifica.

A ordem não cria a vida.

O progresso do homem não é mais do que uma descoberta gradual de que as suas perguntas não têm significado.

Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.

Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos.

É o espírito que conduz o mundo e não a inteligência.

Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam.

Os regulamentos assemelham-se aos ritos de uma religião, que parecem absurdos, mas moldam os homens.

É o mesmo sol que derrete a cera e seca a argila.

Se tu vens às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz.

Aqueles que passam por nós não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.

Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas.

Tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas.

Um monte de pedras deixa de ser um monte de pedras no momento em que um único homem o contempla, nascendo dentro dele a imagem de uma catedral.

O francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) foi escritor, ilustrador e piloto durante a 2ª Guerra Mundial. Sua obra mais conhecida é o romance infantil O Pequeno Príncipe.

O escritor e o fotógrafo

"O escritor e o fotógrafo utilizam as mesmas ferramentas, mas enquanto um descreve uma imagem com mil palavras o outro descreve mil palavras com uma imagem."
Jefferson Luiz Maleski

Dirt - 2ª temporada (2008)

2x04
Todos se machucam, é uma condição humana.

O ódio não é o oposto do amor, e sim a indiferença.

Na vida, como nos sonhos, não importa quão longe vamos juntos, mas o que fazemos quando chegamos lá.


2x02 Dirty Slutty Whores

Quanto mais energia você gasta ficando brava com os outros menos tem que encarar a si mesma.

2X01 Welcome to Normal

Esquizofrenia serve a um propósito para aqueles que sofrem dela. As alucinações, os surtos de psicose até ajudam a diminuir a dor e a intensidade da experiência diária.

O medo é uma ferramenta de sobrevivência essencial.
Série com muito humor negro, chantagem, celebridades e sexo. Saiba mais no site oficial (em inglês).

Apologia

"Vivemos em uma época em que quem elogiar os atos do Presidente da República corre o risco de fazer apologia ao crime."
Jefferson Luiz Maleski

Como matar um bicho-papão - Parte II: O PAI

Leia também: Parte I: A CARTA


Escuridão. Vazio. Silêncio.

Um cachorro late ao longe. Um carro passa na rua. O chão frio e duro. Chão?!? O despertar, a consciência, o abrir os olhos, os móveis assumindo as suas formas, a escuridão indo-se embora lentamente, tudo causa certa vertigem. Andréa demorou notar que estava deitada no chão da cozinha. Sentou-se no piso. O mundo ainda rodava um pouco e ela buscava equilíbrio. Começou a refazer mentalmente os seus passos desde onde se lembrava. Havia bebido o café, sentado à mesa, aberto o envelope, oh meu Deus, lido a carta. Percebeu que desmaiara ao ler aquela estranha carta. Um desespero súbito arrancara as rédeas da sua consciência e a subjugara.

A primeira frase que havia lido atropelou qualquer raciocínio lógico que ela tivesse formulado anteriormente. Oxalá nunca tivesse aberto aquele maldito envelope, é verdade que a idéia de jogá-lo fora lacrado lhe passara pela cabeça, mas a curiosidade feminina falou mais alto. É apenas uma carta, que mal pode fazer, justificava a si mesma. Andréa não tinha a idéia do efeito que as palavras possuem. Se as palavras são capazes de derrubar e manter impérios, imagine o que fariam na alma simples de uma mulher do interior. Foram as palavras que, neste momento, faziam-na arrepender-se de sua ousadia. Tentava recuperar-se do baque causado por aquele pedaço de papel, porém os seus olhos ardiam e a sua cabeça doía. Ao seu lado, também entregue ao chão, a carta semi-aberta mostrava o trecho que Andréa havia lido.

"Andréa, o seu pai foi assassinado."

Estas palavras simples mexeram com Andréa pelo mais evidente dos motivos: ela havia visto o pai naquele dia, cedo pela manhã. Como poderia uma carta enviada cinco anos atrás prever o assassinato de seu querido pai logo naquela manhã? Só poderia ser um engano, com certeza era um engano.

Seu paizinho Cairo não poderia estar morto. De forma alguma. Aquela sentença ou era um equívoco ou era uma mentira. Apesar disso, Andréa ficaria na dúvida até a hora do almoço, quando o seu pai retornaria da construção na qual trabalhava como pedreiro. E se ele não retornasse? Oh meu Deus! Cairo, apesar dos sinais da idade, ainda tinha vitalidade superior a de muitos jovens, comentava para as vizinhas. De modos rústicos, sempre fora forte, enérgico e explosivo, não somente no físico, mas também no temperamento. Signo de escorpião. Até mesmo os vícios – o cigarro de palha, o rabo de galo diário, o forró dos fins de semana – pareciam não afetar em nada a saúde de Cairo.

A rudeza do pai, na infância, transformara Andréa em uma menina tímida, carente, calada, quase imperceptível aos outros. Preterida em prol de seus dois irmãos mais velhos, aprendeu a contentar-se com as migalhas da atenção do pai. Sua mãe lhe ensinara um mantra particular: todo pai naturalmente gosta mais de filhos homens, contudo, obedeça a seu pai em tudo e talvez ele te ame. Por isso, superava sempre os seus irmãos, sendo a mais obediente, dedicada e solícita para agradar e, quem sabe, chamar para si os carinhos do pai.

Voltando de sua digressão, refletiu que ao invés de ficar ansiosa esperando a volta do pai, uma solução mais fácil seria continuar a leitura da carta. Talvez encontrasse algo nela que provasse o erro. Pegou a carta, levantou apoiando-se na cadeira e nesta sentou-se. Como em um ritual, abriu novamente a carta.

"Mas não estou falando do Cairo. Ele não é o seu pai, eu sou. E fui assassinado por ele."


Professor por natureza

Ele era professor. E como tal, amava a sua matéria, amava as suas aulas e amava os seus alunos. É certo que vez por outra encontravam-no completamente esgotado, mas o sorriso de realização brilhava em seu rosto cansado com tamanha intensidade que deixava sempre aquela pontada de inveja nos amigos. O problema é que um dia apaixonou-se por uma aluna que decretou incondicionalmente: aulas, a partir daquela data, somente para ela. Debateu, arrazoou, explicou, implorou até, mas sem resultado favorável teve de abandonar sua idolatrada profissão. Hoje, casado, dois filhos, um periquito e em um emprego que não lhe traz a satisfação de outrora, lembra saudoso dos programas que fazia quando era amante profissional.