Ernesto Sabato

Creio que a verdade é perfeita para a matemática, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida contam mais a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança.

A vaidade é um elemento tão sutil da alma humana que a encontramos onde menos se espera: ao lado da bondade, da abnegação, da generosidade.

A esperança não será a prova de um sentido oculto da existência, uma coisa que merece que se lute por ela?

A história não é mecânica, porque os homens são livres para a transformar.

A vida é tão curta e o ofício de viver tão difícil, que, quando começamos a aprendê-lo, temos de morrer.

Arte e literatura unificam-se naquilo a que chamamos poesia.

As ficções salvam os que as escrevem e os que as lêem.

As modas são legítimas nas coisas menores, como o vestuário. No pensamento e na arte, são abomináveis.

Eu escrevo, porque senão estaria morto, para procurar o sentimento da existência.

O artista deve ser uma mistura de criança, homem e mulher.

O imperativo de não torturar deve ser categórico, não hipotético; tortura é um mal absoluto, não relativo; não existem torturas más e outras benéficas.

Ser original é, de certo modo, dar a conhecer a mediocridade dos outros.

Toda a obra de ficção é catártica.

Um bom escritor exprime grandes coisas com pequenas palavras; pelo contrário, o mau escritor diz coisas insignificantes com palavras grandiosas.

Viver consiste em construir recordações futuras.

Os best-sellers estão para a literatura como a prostituição está para o amor.

Ernesto Sabato (1911-) é um escritor e artista plástico argentino. Escreveu o livro Sobre heróis e tumbas.
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