Top Five 2012: os melhores LIVROS lidos durante o ano

Enfim, o último dos meus posts chatos denominados Top5 e que costumam aparecer somente nas viradas de cada ano. Sinta-se livre para respirar depois de hoje, ó paciente e intrépido leitor meu. Na listagem, há algumas novidades mas outros que já previa entrarem aqui desde o ano anterior. Os cinco livros abaixo saíram dos 128 que constam na minha lista de Leituras de 2012. Vale ressaltar que os critérios que me levaram a escolher os abaixo são muito similares ao que usei para escolher os Top5 filmes de 2012: 1) os que me dão vontade de reler tão logo termino a leitura; 2) os que passo a indicar aos amigos como tendo o "selo JLM" de boa leitura garantida (grande bosta); 3) os que fazem me interessar por outras obras do diretor ou com o mesmo tema; e 4) os que passam a fazer parte de meus pensamentos, conversas e citações cotidianas.

1. O eterno marido (1870), Fiódor Dostoiévski, 216 páginas, Editora 34 - Um dos livros mais completos do Dosto, misturando doses certas de comédia e tragédia. Li ele duas vezes - primeiro para ter a visão geral da obra e segundo para captar os detalhes - para o Clube de Leitura do Fórum Valinor e também o resenhei no LibruLumen. Por tudo o que já disse sobre ele na resenha, tava óbvio que não poderia escolher outro nesta colocação. O livro foi emprestado por um amigo que tem a Coleção Leste completa, da 34.


2. A tormenta de espadas (2000), 884 páginas | O festim dos corvos (2005), 644 páginas | A dança dos dragões (2011), 872 páginas, George R. R. Martin, Editora Leya - No ano passado eu já havia trapaceado indicando os três primeiros volumes da saga na primeira colocação. Pois nesse ano vou trapacear ainda mais indicando novamente o 3º volume (além do 4º e do 5º), já que pensava que iria finalizá-lo em dezembro de 2011 e só terminei em fevereiro de 2012. Percebi uma estatística estranha: não consigo ler os livros da série em apenas um mês, acho que por causa das letras miúdas e muitas informações por página. É o tipo de leitura que rende dez páginas por hora ou menos. Apesar de ser extremamente prazerosa. O duro vai ser aguardar o próximo volume, que muito otimista chuto vai sair lá por 2015.


3. Bastar a si mesmo (2012), Arthur Schopenhauer, 80 páginas, Editora WMF Martins Fontes - Sou fã do Schopenhauer quando o assunto é provocação intelectual. Ele sabe como atiçar um bom debate, mesmo defendendo argumentos que você não concorde. A Martins Fontes lançou uma nova coleção filosófica, a Coleção Ideias Vivas, com um visual bastante caprichado. A edição do Schopenhauer, por exemplo, traz fotografias de motoqueiros em diversas cores contrastando com os textos. Outros escritores que estão na coleção são Pascal, Sêneca, Plutarco, Luciano e Locke.


4. As cidades invisíveis (1972), Italo Calvino, 160 páginas, Editora da Folha - Um livro muito gostoso de se ler e que leva a sua imaginação por um passeio maravilhoso. Você parece ver à sua frente cada cidade descrita, e entende a mensagem que o escritor quer passar descrevendo os problemas e diferenças de cada uma. Interessante notar que a estória propriamente dita - o diálogo entre Marco Polo e Kublai Khan - acontece como pano de fundo, não sendo o foco principal.


5. Perfeição e outros contos (1924-1939), Vladimir Nabokov, 200 páginas, Companhia das Letras - Nabokov é um exímio contista, ninguém pode negar. Dá para perceber a acuidade com as palavras, o esmero em não ser prolixo, desnecessário. Gostei tanto dos contos que até escrevi um inspirado em uma das estórias do livro. Só achei que a tradução (dificílima, aliás, pois dela depende o desfecho) do conto As Irmãs Vane ficou melhor na revista Arte e Letra: Estórias H. Este livro está esgotado na editora e só é encontrado em sebos.

Além das cinco acima, deixo uma menção honrosa para as edições H e J da revista de contos Arte e Letra: Estórias, e para várias das edições da Coleção 64 Páginas, da L&PM, que por menos de cinco reais me iniciaram nos escritos de Gogol, Sade, Bukowski e Balzac. Certeza que vou ler mais obras destes autores em breve.
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