Professor por natureza

Ele era professor. E como tal, amava a sua matéria, amava as suas aulas e amava os seus alunos. É certo que vez por outra encontravam-no completamente esgotado, mas o sorriso de realização brilhava em seu rosto cansado com tamanha intensidade que deixava sempre aquela pontada de inveja nos amigos. O problema é que um dia apaixonou-se por uma aluna que decretou incondicionalmente: aulas, a partir daquela data, somente para ela. Debateu, arrazoou, explicou, implorou até, mas sem resultado favorável teve de abandonar sua idolatrada profissão. Hoje, casado, dois filhos, um periquito e em um emprego que não lhe traz a satisfação de outrora, lembra saudoso dos programas que fazia quando era amante profissional.

3 comentários:

  1. Hahahha

    O periquito tb... tadim... kkkkk
    Todo mundo q tem periquito é "sofredor" rrsrsrsrs

    Xmack

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  2. Grande texto. Lembrei de um post da Dai em que ela falava que antes de escrever um roteiro ou coisa parecida deviamos primeiro condensá-lo em 5 ou 6 linhas. Se isso funcionasse bem poderíamos desenvolver a história. Sua história tem em si início, meio e fim e mesmo assim poderia tornar-se um livro, um filme ou até mesmo continuar como está. Tudo isso é pra dizer que eu li e gostei muito do que li.
    Um abraço.

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