O pior efeito da guerra: matar quem você é

Imagine um livro relativamente novo, com apenas 28 anos desde a sua publicação inicial, tornar-se um título obrigatório em qualquer lista de melhores livros de ficção-científica de todos os tempos, junto com as obras de autores como Júlio Verne, Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Ray Bradbury, entre outros. É justamente o que aconteceu com O Jogo do Exterminador (Ender’s Game), de Orson Scott Card. A estória do menino enviado para um treinamento militar no espaço, aonde sentimentos humanos devem ser sufocados e o instinto psicopata incentivado, antecipou em alguns anos enredos similares atuais de sucesso como Jogos Vorazes (Suzanne Collins) e Divergente (Veronica Roth).

O que faz com que o livro continue atual e procurado são as questões éticas pelas quais não só o menino Ender se depara a cada decisão, mas também os conflitos de seus superiores militares. Vale a pena destruir a inocência de um garoto para salvar toda a humanidade? Ou: seria justo atacar um antigo inimigo que não oferece mais perigo? Alguns poderiam nomeá-lo como basicamente um romance de formação. Mas o enredo consegue ir além, questionando a moral existente no extermínio de raças e o alto preço que as guerras cobram.

O livro, além de ganhar os dois prêmios prêmios de ficção-científica - Nebula em 1985 e Hugo em 1986 - garantiu seis sequências na saga de Ender se passando em diversos pontos da galáxia. A estreia do filme adaptado na obra acontecerá em novembro de 2013, com atuações de Harrison Ford, Ben Kingsley e Asa Butterfield (do filme O Menino do Pijama Listrado). Veja o trailer:



Esta resenha é fruto da parceria com o Empório Gourmet e sua nova seção "Livros que Merecem Bons Vinhos".

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