Grayce Kelly

Uma amiga pediu para que eu fizesse o perfil dela no Orkut. Ela gostou (o que mostra que é boa mentirosa) e disse que eu poderia postá-lo aqui. Foi um exercício criativo de inspiração diferente, creio que tem tudo a ver com o meu blog (além de ter tudo a ver com a Grayce, óbvio!). Então lá vai.

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Grayce Kelly tem nome de estrela. Estrela que nasceu para mostrar um brilho próprio, exótico. Seria somente mais uma filha italiana de Carlos Barbosa, se não fosse uma princesa diferente, idealista. Não sabe muito bem de onde veio, mas sabe exatamente aonde quer chegar. Complexo, o seu brilho muda conforme a lua. Às vezes assusta os homens, às vezes os enfeitiça. Os seus olhos de Lolita exalam sedução e inocência. Seus lábios têm aroma de brigadeiro e gosto de pão de queijo. Dão vontade de morder. O seu perfume in natura faz os homens fecharem os olhos por um instante e suspirarem profundamente. Enquanto isso, seu coraçãozinho puro canta músicas alegres por quem ama e tristes pelos humilhados.

Ela sabe que sua mãe não é somente o que tem, pois existem os amigos. E os sonhos. Certa vez sonhou que anáforas perseguiam sua mania perfeccionista de escrever poemas, mas fora somente em um sonho de papel. Pois na poesia real que é a vida, ela escreve e brinca de pique-esconde com a criatividade, a inteligência, o idealismo e a desinibição.

Quando você ouvir alguém chamar alto Grayce, lembre que é sinônimo de graça, delicadeza, formosura e perfeição. Lembre de uma menina doce com ares de mulher complicada. Quisera Deus me abençoasse proteger as suas sardas de borrachas alheias, e sentir os Anjos (mesmo os do Hanngar) aquecerem um pouco meu espírito quando – mesmo sonhando – estivesse ao lado dela.

Para ela, eu e Machado de Assis dedicamos o seguinte poema:

Quando ela fala, parece
Que a voz da brisa se cala;
Talvez um anjo emudece
Quando ela fala.

Meu coração
As suas mágoas exala.
E volta ao gozo perdido
Quando ela fala.

Pudesse eu eternamente
Ao lado dela, escutá-la,
Ouvir sua alma inocente
Quando ela fala.

Minh’alma, já semimorta,
Conseguia ao céu alçá-la,
Porque o céu abre uma porta
Quando ela fala.

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A impressão que fiquei é que há um ponto positivo e um negativo neste texto. O negativo é que não poderei mais mexer nele, terei de me segurar ao extremo, amarrar o meu perfeccionismo literário ao pé da cama! O positivo é que talvez comecem a chegar pedidos de perfis por encomenda do mundo todo, hehe, e eu até abra uma empresa multinacional, a Perfis Corporation & Sons S/A. Já pensou?
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