Em Chamas, de Suzanne Collins

[Atenção: o texto pode conter spoilers, revelações sobre o enredo] 

No segundo volume da trilogia Jogos Vorazes, a autora Suzanne Collins consegue convencer. Apesar de o livro demorar a acontecer, com os primeiros capítulos sendo uma mera recapitulação do livro anterior, Collins faz a sua jogada de mestre colocando os tributos-protagonistas do Distrito 12, Katniss e Peeta, novamente na arena. Daí o leitor poderia pensar que a história vai ser uma mera repetição do primeiro livro, mas se engana: a escolha dos tributos segue a regra diferenciada da 75ª edição (especial) dos Jogos, o Massacre Quaternário; os treinamentos e entrevistas na Capital acrescentam informações às que já conhecemos e tornam-se a parte mais divertida do livro; os adversários e a arena passam a ser mais cruéis e mortíferos. O clima de revolta contra os Jogos e contra a tirania da Capital aumenta. Dois pontos a favor e um contra: o triângulo amoroso imaginário que acontece mais na cabeça de Katniss não ganha tanto destaque, deixando a leitura com menos cara de chicklit; os outros competidores são melhores desenvolvidos, alguns conseguindo criar empatia com a protagonista e leitores mesmo sendo novos; porém, Katniss passa o livro inteiro perdida sobre os planos de Haymitch, quando o leitor já consegue suspeitar o que está rolando faz tempo. Enfim, a sequência me surpreendeu e animou como leitor e conseguiu abrir uma boa deixa para o terceiro livro: a revolução.

Ficha técnica
Título: Em Chamas (Catching Fire)
Autora: Suzanne Collins (Estados Unidos, 1962-)
Tradutor: Alexandre D'Elia
Editora: Rocco
Ano: 2009 (EUA), 2011 (Brasil)
Páginas: 413

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