O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick


O Tao é aquilo que primeiro permite o claro e depois o escuro. É aquilo que leva à interprenetração de duas forças primitivas, de modo que há sempre renovação. É aquilo que impede que tudo se desgaste. O universo nunca se extinguirá porque no momento exato em que a escuridão parece ter sufocado tudo, ser realmente transcendental, as novas sementes de luz renascem das próprias profundezas. É este o Caminho. Quando a semente cai, penetra na terra, no solo. E lá embaixo, escondida, germina. (113)

Esses romancistas conhecem mil truques. Apelar para os mais baixos instintos que se escondem nas profundezas da alma humana por mais respeitáveis que as pessoas pareçam. Sim, o romancista conhece a humanidade, sabe como é desprezível, guiada por seus testículos, hesitante por covardia, traindo qualquer causa por cobiça - basta que toque o tambor e a resposta vem logo. E ele fica rindo, é claro, escondido, do efeito que produz. (135)

A verdade. Terrível como a morte. Só que mais difícil de encontrar. (269)
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