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Mostrando postagens com o rótulo literatura inglesa

Menino de Lugar Nenhum, de David Mitchell

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Segredos são mais influentes do que a gente imagina. A gente mente para manter eles escondidos. A gente desvia conversas para evitar falar deles. A gente tem medo de que os outros descubram os nossos segredos e contem pro mundo inteiro. A gente pensa que o segredo está sob nosso controle, mas não é o segredo que usa a gente? E se os loucos moldam os médicos mais do que os médicos moldam os loucos? Passamos por uma sequência de portas que me fez pensar em todos os cômodos do meu passado e do meu futuro. A sala do hospital onde nasci, salas de aula, tendas, igrejas, escritórios, hotéis, museus, asilos, a sala onde vou morrer. (Será que já foi construída?) Carros são cômodos. E florestas. Céus são tetos. Distâncias são muros. Úteros são cômodos feitos de mães. Túmulos são cômodos feitos de solo. O canto dos pássaros é o pensamento de uma floresta. As coisas silenciosas ficaram altas demais e não dava mais pra ouvir as coisas altas. Música é uma tábua sobre a qual a gente cami...

1984, de George Orwell

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Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão. Ignorância é Força. As massas só podem desfrutar de liberdade intelectual porque carecem de intelecto. Os melhores livros são aqueles que lhe dizem o que você já sabe. Se você obedecesse às regras desimportantes, poderia desobedecer às importantes. Em momentos de crise o embate da pessoa nunca era com um inimigo externo, mas sempre com seu próprio corpo.

Sandman: Entes Queridos, de Neil Gaiman

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Sempre foi prerrogativa das crianças e dos estúpidos indicar que o imperador está nu. Mas o estúpido permanece estúpido e o imperador continua imperador. (120) 20 - referência à mitologia grega (perseu e medusa). as górgonas são três irmãs (medusa, a dominadora; euríale, a errante e esteno, a violenta) que simbolizam os inimigos interiores que devemos evitar. são deformações monstruosas da psique nascidas do desvirtuar de três pulsões humanas: sociabilidade (esteno), sexualidade (euríale) e espiritualidade (medusa). como a perversão espiritual prevalece sobre as outras, medusa é conhecida como rainha das górgonas. (456)

Lista de Livros em A Menina Sem Qualidades (MTV Brasil, 2013)

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Esta semana estreou a nova série produzida pela MTV Brasil, A Menina Sem Qualidades , baseado no livro homônimo. O canal, além de disponibilizar os episódios online em seu website , trouxe também um blog com informações sobre a série, atores e até mesmo a lista de músicas escolhidas como trilha sonora para cada episódio. Porém, como a série se refere ou menciona vários livros, lidos pela protagonista Ana ou por outros personagens secundários, senti a falta de uma lista destes livros. Por isso resolvi (tentar) fazer uma à medida que for assistindo os episódios e conseguindo identificar os títulos. Os livros já citados em episódios anteriores não serão repetidos. A Menina Sem Qualidades / Spieltrieb (Alemanha, 2004), de Juli Zeh. Ada e Alev se conhecem na escola Ernst Bloch e descobrem muitas coisas em comum. A afinidade entre eles torna-se uma dependência obsessiva, que passa a exigir demonstrações de amizade, alheias a barreiras morais ou compaixão. Um romance surpreendente qu...

25 de Março - Dia de Ler Tolkien

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Data comemorativa instituída pela Tolkien Society, da Inglaterra, em 2003, convidando todas as pessoas para desfrutar as obras de J.R.R. Tolkien. A data marca a Queda de Sauron e o fim da Guerra do Anel.  Conheça outras datas comemorativas relacionadas à literatura clicando aqui .

Juventude, de Joseph Conrad

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Trechos selecionados: "Era um homem triste, com uma lágrima eterna a brilhar na ponta do nariz, um homem que tivera, tinha ou esperava vir a ter problemas - que só podia ser feliz se alguma coisa de ruim lhe acontecesse." "Lembro dos rostos cansados, as figuras abatidas dos meus dois homens, lembro da minha juventude e de um sentimento que nunca mais haverá de voltar - o sentimento de que eu podia durar para sempre, mais do que o mar, do que a terra, do que todos os homens; o ilusório sentimento que nos atrai para alegrias, para perigos, para o amor, para o vão esforço - para a morte; a triunfante convicção de força, o calor da vida numa mão cheia de pó, a chama do coração que todo ano diminui, esfria, arrefece e expira - expira muito depressa, depressa demais, antes da própria vida. "

Aventuras de Alice no País das Maravilhas

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Se você usar um óculos com lentes azuis, verá todo o mundo azul. Se trocar por lentes vermelhas, acontecerá a mesma coisa, e assim por diante. Digo isso pois foi exatamente o que pensei após ler Aventuras de Alice no País das Maravilhas (Jorge Zahar Ed., 2009). A primeira leitura que fiz do clássico de Lewis Carroll em 2009 foi bastante confusa, como pode ser notada pela resenha que fiz na época . Agora acredito que muito desta confusão se deu por causa da edição traduzida pela Rosaura Enchemberg (L&PM Pocket, 1999) que li na primeira vez, que apesar de não ser tão antiga, atrapalhou a minha fluidez e entendimento da leitura. Maria Luiza Borges é quem assina a tradução da edição de bolso da Zahar, que venceu o Prêmio Jabuti como Melhor Tradução em 2009, e que comprei aproveitando uma superpromoção na internet. Percebi que foi um bom negócio. A edição, apesar de ser de bolso, tem capa dura e é graficamente perfeita. Inclui os desenhos originais de John Tenniel, ilustrador famoso qu...

Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

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Alice é realmente um livro estranho, inicialmente. O leitor sente-se perdido na história, como se estivesse sendo conduzido por um escritor enlouquecido ou como se fosse transportado para um mundo sem a mínima pretensão de ser racional. Mas, em uma análise mais profunda, e levando-se em conta que é um livro infantil, pode-se dizer que Lewis Carroll tentou mostrar o mundo adulto pela visão de uma criança. Muitas coisas não fazem sentido, seja uma cerimônia de chá, um jogo de croqué, as atitudes daqueles que mandam, um julgamento etc. E, quando a criança, querendo satisfazer sua curiosidade inata, faz uma pergunta sincera, recebe complexas explicações que a deixam mais perdida ainda. Neste ponto de vista, o livro é uma pérola infantil, que deve influenciar muito mais crianças que adultos, pois já perderam a capacidade de sentir sem racionalizar. Quem senão uma criança conseguiria imaginar um País de Maravilhas com coelhos preocupados com a hora, cartas de baralho fiéis a uma rainha que ...

A Oxford de Lyra, de Philip Pullman

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Só se pode especular os motivos de Philip Pullman ter escrito A Oxford de Lyra . O livro seria um teste para saber se os leitores da trilogia Fronteiras do Universo - A Bússola Dourada , A Faca Sutil e A Luneta Âmbar - se interessariam em uma continuação? Ou seria um interlúdio mostrando que mesmo depois do mal supremo ter sido destruído, ainda restaram outros males, menores ou desconhecidos, no caminho de Lyra? Possivelmente a resposta às duas perguntas seja afirmativa, até porque Pullman já trabalha em um livro chamado The Dust Book (O Livro do Pó), que trará novamente as aventuras da Lyra da Língua Mágica. A história do livro em si é um conto pequeno, mais parecendo uma fanfic , trazendo Lyra e o seu daemon Pantalaimon, dois anos após os eventos de A Luneta Âmbar . Ela salva um daemon-pássaro de uma bruxa e procura a ajuda de um alquimista maluco para solucionar um mistério. Porém, não há tempo, e espaço, para os ataques à religião tão bem elaborados nas obras anteriores, mas per...

A luz fantástica, de Terry Pratchett

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Dizem que as continuações costumam ser inferiores em qualidade. Mas isso não se aplica a Terry Pratchett, senão a sua série Discworld não teria 35 continuações . Talvez o sucesso se dê pelas suas histórias serem sobre heróis, deuses e magos. Ou talvez porque a maioria dos volumes não precise ser lida em seqüência, conforme explica o The Discworld Reading Order Guide 1.5 (em PDF). A Luz Fantástica (volume 2 da série), é uma das continuações diretas, ou seja, traz o mesmo núcleo de personagens no momento exato em que terminaram no volume anterior. Ricewind, o mago que só sabe um feitiço mas que nunca o invocou por temer o que ele poderia fazer, e seu amigo Duasflor, o turista ingênuo e otimista que vive perdendo a sua Bagagem (uma mistura de mala móvel e cão-de-guarda), desta vez precisam salvar o Mundo do Disco do choque catastrófico com uma estrela vermelha. Como eles vão fazer isso ninguém sabe. Os outros magos, como sempre, por burrice ou ganância, só atrapalham, mas novos amigos – ...

A Luneta Âmbar, de Philip Pullman

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Aviso: esta resenha contém revelações sobre o enredo (spoilers). É quase um consenso que os episódios finais das grandes séries – em livros ou tevê – nunca agradarão a todos. Talvez até faça sentido afirmar que os que detestaram o final são em número igual ou superior aos que gostaram. Os seguidores (leitores ou telespectadores) mais exaltados culpam imediatamente os autores (escritores, roteiristas ou diretores), apontando-os como pessoas incapazes de chegarem a um desfecho à altura da série. Outros mais bondosos, até assumem certa parcela da culpa, admitindo terem criado grandes expectativas antes do final. E como diz um pensamento budista "grandes expectativas resultam em grandes frustrações". É claro que estas não passam de tentativas para explicar porque o final não agradou tanto quanto o começo, ou mesmo o meio, da história. É uma tentativa de justificar porque A Luneta Âmbar não me agradou, enquanto os dois volumes anteriores sim. O livro A Luneta Âmbar encerra a tri...

Literatura gay para todos

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O maior problema dos escritores gays é que eles não são escritores. Longe de ser um problema exclusivo dos escritores homossexuais, é algo que atinge a todos os segmentos da literatura contemporânea. São pessoas que tentam usar a escrita para extravasar sentimentos reprimidos com histórias baseadas em passagens reais de suas vidas. Geralmente, de vidas medíocres. Ou também, no caso homossexual, são ativistas que levantam a bandeira gay tentando chocar o máximo de leitores focalizando descrições de relações sexuais, na maioria das vezes, vulgares. Mas existem pérolas no meio do lodo. São os que escrevem histórias em que o destaque não está na relação homoafetiva, apesar dela aparecer e ser importante para a trama. Estes escritores vêm conseguindo criar uma literatura universal, que agrada a todos independente da opção sexual e, ao mesmo tempo, divulgar sutil e artisticamente as suas preferências sexuais. Recentemente, Sarah Waters (1966-), novelista inglesa, lésbica, foi apontada pela r...

Coisas Frágeis, de Neil Gaiman

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Alguns escritores são bons em desafios. Neil Gaiman é um destes. Quando alguém o convida a escrever sobre determinado personagem ou história, mesmo que seja de outro escritor, ele não só o faz, mas o faz muito bem. No livro Coisas Frágeis (Conrad, 2008), Gaiman mostra toda a sua criatividade usada em nove contos baseados nos mais variados livros ou filmes de outros. “ Um Estudo em Esmeralda ” mostra uma nova visão sobre o detetive Sherlock Holmes. Tão nova que o conto é o que mais surpreende, e tenha certeza, vai te enganar direitinho. Na Londres vitoriana, as piadas com propagandas envolvendo personagens de outras histórias de terror são uma diversão à parte da trama. Quem conhecer um pouco sobre Drácula, Frankenstein e doutor Jekyll poderá esbaldar-se no senso de humor de Gaiman. Este conto ganhou o Prêmio Hugo em 2004 como Melhor Conto. Pode-se afirmar que é o conto mais inteligente do livro, e o próprio autor admitiu que “ os ingredientes da história que eu tinha imaginado se com...

A Faca Sutil, de Philip Pullman

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[ Editado em 04/11/2008 ] A Faca Sutil é o segundo livro da trilogia Fronteiras do Universo , do britânico Philip Pullman. Depois do final de A Bússola de Ouro , que termina com Lyra atravessando o portal para um mundo desconhecido atrás de seu pai, seria de esperar que a história recomeçasse exatamente onde parou. Mas não. Ela começa em outro mundo, o nosso, e traz como personagem principal o menino Will Parry. Apesar de ter apenas 12 anos, Will é procurado por assassinato. Assim como Lyra, no primeiro volume, as crianças continuam a serem apresentadas praticando atos adultos, inclusive criminosos. Fugindo, Will atravessa um portal e cai em um universo paralelo, a estranha cidade de Cittàgazze onde existem somente crianças. Ali Will conhece Lyra. Mesmo de mundos diferentes, os dois unem forças para: primeiro, levar Lyra para o universo de Will em busca de informações sobre o Pó; segundo, encontrar o pai de Will, desaparecido em uma misteriosa expedição ao Pólo Norte; e por último, de...

As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis

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Percebi que alguns sites sobre escrita não garantem que as resenhas postadas neles fiquem por muito tempo à disposição dos leitores. Então, como não publiquei algumas resenhas aqui inicialmente, resolvi postá-las novamente para assegurar a sua exibição. Apesar de serem resenhas de janeiro de 2007, são de livros que valem a pena ser lidos. As Crônicas de Nárnia , do britânico C. S. Lewis foi o primeiro livro que resenhei na internet. Espero que eu tenha melhorado um tiquinho na escrita de lá para cá e quem notar isso por favor me avise. As Crônicas compõe-se de sete histórias diferentes que tem como base a terra de Nárnia. Você pode comprar os livros separadamente ou lê-los reunidos em um único volume. 1. O Sobrinho do Mago 2. O Leão, a Feiticieira e o Guarda-Roupa 3. O Cavalo e seu Menino 4. O Príncipe Caspian 5. A Viagem do Peregrino da Alvorada 6. A Cadeira de Prata 7. A Última Batalha

O Sobrinho do Mago, de C. S. Lewis

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1. O Sobrinho do Mago (The Magician's Nephew) Publicado em 1955. Ano na Inglaterra: 1900 Ano em Nárnia: 1 Digory e Polly descobrem uma passagem secreta que interliga suas casas e, enganados pelo tio André, viajam para o Reino de Charn, onde acordam a malvada rainha Jadis. Em uma nova viagem, eles testemunham a criação do mundo de Nárnia, através da canção do Grande Leão, Aslam. Apesar de não ser o primeiro livro publicado da série As Crônicas de Nárnia (é o sexto), O Sobrinho do Mago é sugerido atualmente como o primeiro para a ordem de leitura, justamente por narrar a criação do mundo de Nárnia. As comparações com o Gênesis bíblico não são mera coincidência, pois C. S. Lewis, um notável defensor das idéias cristãs, usou intencionalmente várias passagens e figuras da Bíblia na composição de suas fábulas. A história acontece durante o ano de 1900, na Inglaterra, onde duas crianças, Digory Kirke e Polly Plummer, vizinhos em uma fileira de casas conjugadas, descobrem que o sótão de su...

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de C. S. Lewis

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2. O Leão, a Feiticieira e o Guarda-Roupa (The Lion, the Witch and the Wardrobe) Publicado em 1950. Ano na Inglaterra: 1940 Ano em Nárnia: 1000 Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia descobrem uma passagem para Nárnia dentro de um velho guarda-roupa. Lá, eles se unem ao leão Aslam e outros seres mágicos na luta contra a Feiticeira Branca para livrar Nárnia do inverno sem fim. O primeiro livro a ser publicado e uma espécie de ponto centralizador das sete histórias que compõe a série As Crônicas de Nárnia, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (1950) relata as aventuras ocorridas em 1940 na Inglaterra, 40 anos após o que seria o início da saga descrita em O Sobrinho do Mago (1955). Em Nárnia já haveriam se passado mil anos, modificando, portanto, a maioria dos personagens da aventura anterior, com exceção do leão Aslam e da rainha Jadis, agora conhecida como Feiticeira Branca. A diferenciação do tempo entre os dois universos é muito utilizada por Lewis, deste modo, os mesmos personagens voltam a...