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Mostrando postagens com o rótulo literatura francesa

Obra Completa: Martin Page

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O que me atrai na literatura francesa contemporânea é o frescor de originalidade dos autores, bem como o uso de metáforas das mais improváveis. Dentre os escritores que eu lembraria, Martin Page estaria nos Top Five, desde que conheci a sua obra em 2009. Basta verificar pelos trechos de livros dele que já citei no blogue, clicando nos links na lista de obras lidas abaixo, para conhecer um pouco das principais características de sua obra. O AUTOR [ Revista ÉPOCA ON] Martin Page, 32 anos, é um dos autores franceses da nova geração mais traduzidos para países estrangeiros. O sucesso se deve ao best-seller Como me Tornei Estúpido (Rocco), a história de um jovem que acha que sua inteligência atrapalha a vida. E resolve se tornar um idiota. [/ Revista ÉPOCA OFF] OBRAS LIDAS A Libélula dos seus Oito Anos (Rocco, 2010) Talvez uma História de Amor  (Rocco, 2009) A Gente se Acostuma com o Fim do Mundo (Rocco, 2007) Como me Tornei Estúpido (Rocco, 2004) Veja também as obra...

As Relações Perigosas, de Choderlos de Laclos

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Poderá haver prazer com as pudicas? E refiro-me às de boa-fé: reservadas até no próprio prazer, não vos oferecem senão meios gozos. Esse inteiro abandono de si mesmo, esse delírio da volúpia em que o prazer se apura pelo excesso, esses bens do amor não o conhecem elas. (Carta IV) A humanidade não é perfeita em nenhum gênero, tanto no mal quanto no bem. O celerado tem suas virtudes, como o homem de bem tem suas fraquezas. (Carta XXXII) Se os primeiros amores parecem em geral os mais honestos e, como dizem, os mais puros, se são, pelo menos, mais lentos em sua marcha, não se trata, como se pensa de delicadeza ou timidez: é porque o coração, espantado com um sentimento desconhecido, pára, por assim dizer, a cada passo, para gozar o encanto que experimenta, e que esse encanto é tão forte num coração novo que o ocupa a ponto de fazê-lo esquecer qualquer outro prazer. (Carta LVII)

A gente se acostuma com o fim do mundo, de Martin Page

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O reconfortante, no trabalho, é o fato de que, por algumas horas, deixamos de ser nós mesmos. Ali não se trata do nosso corpo, do nosso sangue; entregamo-nos aos objetivos do empregador. O trabalho é outra forma de sonhar, um estado de inconsciência, como o do sono. (19) A gentileza, se usada com habilidade, continua a ser o mais eficaz dos lubrificantes desenvolvidos pela indústria relacional. (22) Não se deve confiar nas pessoas que têm medo da solidão, pois elas, na verdade, nunca estão realmente sós. Usam de vários expedientes para preencher com homens, mulheres ou álcool o vazio de sua imaginação. Ignoram que, na verdade, a solidão não pode ser preenchida. Ela não tem fundo. De nada serve fugir dela. A solidão é uma amante que precisa que lhe sejamos infiéis. (35) Há uma diferença entre conhecer a verdade e ouvi-la da boca de alguém. Quando a conhecemos interiormente, nós a mimamos, cuidamos dela, transformando-a num animal doméstico. Nós a cobrimos com cobertores, damos ...

A Libélula dos seus Oito Anos, de Martin Page

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Não podemos nos defender da admiração, não podemos desconfiar de quem gosta de nós, é uma guerra da qual sairemos sempre perdedores. A grandeza dos gênios reside, às vezes, em saber se ocultar. O ódio é uma forma de se consolar em relação às coisas que nunca se poderão ter.

O conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas

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Não existe nem felicidade nem infelicidade neste mundo, existe a comparação de uma com a outra, só isso. Apenas aquele que atravessou o extremo infortúnio está apto a sentir a extrema felicidade. É preciso ter desejado morrer para saber como é bom viver. Antes de sentir medo, enxergamos com precisão; enquanto estamos com medo, enxergamos em dobro, depois que o medo passa, enxergamos com dificuldade. Os amigos que perdemos não repousam na terra, estão enterrados em nosso coração. Os grandes sofrimentos são de tal maneira respeitáveis que não há exemplo, mesmo nas épocas mais infelizes, de que a primeira reação da massa não tenha sido uma reação de simpatia por uma grande catástrofe. Muitos indivíduos odiados foram assassinados num motim; raramente um desgraçado, mesmo criminoso, foi insultado pelos homens que assistiam à sua condenação à morte. Alegria, para os corações que sofreram longamente, é igual ao orvalho para as terras calcinadas pelo sol: coração e terra absorvem es...

Talvez uma história de amor, de Martin Page

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Só existe uma forma de não nos arriscarmos a perder aqueles que poderíamos amar. É não permitindo que eles entrem em nossa vida. Na vida, oscilamos entre as dores que nos impõem e aquelas que impomos a nós mesmos. Um belo dia, descobrimos que são as mesmas. É mais confortável ter amigos do que amigas. As mulheres captam coisas demais. No que se refere a elas próprias, são verdadeiras e catastróficas toupeiras, mas veem a situação dos outros com enorme clareza. Analisam, decifram, comentam e sugerem. Já os homens se limitam a conselhos simplistas e despropositados. Espontaneamente, quando imaginamos o nosso parceiro ideal, desenhamos a nós mesmos, sem as lacunas ou as fragilidades e com o sexo que mais nos convenha. No estranho universo das relações sentimentais, a fusão leva à fissão. Passara a vida tentando não chamar a atenção. Era uma questão de sobrevivência. Chamar a atenção implica dois tipos de perigo: expomo-nos aos golpes e ao esquecimento. Mais prudente é manter-...

Azul é a cor mais quente, de Julie Maroh

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O amor é abstrato demais, e indiscernível. Ele depende de nós, de como nós o percebermos e vivemos. Se nós não existíssemos, ele não existiria. E nós somos tão inconstantes... Então, o amor não pode não o ser também. O amor se inflama, morre, se quebra, nos destroça, se reanima... nos reanima. O amor talvez não seja eterno, mas a nós ele torna eternos... Para além da nossa morte, o amor que nós despertamos continua a seguir o seu caminho.

Nunca Subestime o Rancor de uma Mulher

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Quando se fala em romance de capa-e-espada o primeiro título lembrado é Os Três Mosqueteiros , do francês Alexandre Dumas. E, comprovando que não é de hoje a tendência a trilogias, o livro publicado em 1844 teve duas sequências devido ao seu enorme sucesso: Vinte Anos Depois (1845) e O Visconde de Bragelonne (1850), este último trazendo a famosa sub-história O Homem da Máscara de Ferro. Chamo de sub-história pois a profusão de várias aventuras em sequência é um dos pontos altos desse tipo de literatura que, tal qual Dom Quixote , de Miguel de Cervantes, coloca o leitor como que acompanhando uma novela na tevê. Dumas mistura personagens históricos reais como os reis da França Luís XIII e Ana de Áustria, o Cardeal Richelieu e o Duque de Buckingham com personagens fictícios como D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis. Contudo, dos personagens inventados, é impossível não se fascinar com a Milady de Winter, que rouba a cena em diversos capítulos. Espiã do cardeal, ela é ludibriada por D...

Lista de Livros em A Menina Sem Qualidades (MTV Brasil, 2013)

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Esta semana estreou a nova série produzida pela MTV Brasil, A Menina Sem Qualidades , baseado no livro homônimo. O canal, além de disponibilizar os episódios online em seu website , trouxe também um blog com informações sobre a série, atores e até mesmo a lista de músicas escolhidas como trilha sonora para cada episódio. Porém, como a série se refere ou menciona vários livros, lidos pela protagonista Ana ou por outros personagens secundários, senti a falta de uma lista destes livros. Por isso resolvi (tentar) fazer uma à medida que for assistindo os episódios e conseguindo identificar os títulos. Os livros já citados em episódios anteriores não serão repetidos. A Menina Sem Qualidades / Spieltrieb (Alemanha, 2004), de Juli Zeh. Ada e Alev se conhecem na escola Ernst Bloch e descobrem muitas coisas em comum. A afinidade entre eles torna-se uma dependência obsessiva, que passa a exigir demonstrações de amizade, alheias a barreiras morais ou compaixão. Um romance surpreendente qu...

A Mulher Desiludida, de Simone de Beauvoir

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Trechos selecionados: Não se compreende nunca o amor dos outros. Fui feita para outro planeta me enganei de direção. Verdade é que a história da humanidade é bela e é pena que a dos homens seja tão triste. [Mamãe] lê muito, escuta o rádio. Eu lhe propus comprar uma televisão mas ela recusou. Disse: 'Eu não deixo entrar qualquer um em minha casa'. Os grandes sábios são úteis à ciência na primeira metade de suas vidas, nocivos na segunda. (Bachelard) O mundo se constrói sob meus olhos num eterno presente. Habituo-me tão depressa às suas faces que ele não parece mudar.

Como me tornei estúpido, de Martin Page

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Sinopse: A ignorância é um dom para Antoine, personagem principal da sátira de Martin Page, Como me tornei estúpido. Caso extremo e bem-humorado de rebeldia contra uma sociedade que exige a estupidez como passaporte e oferece a massificação como recompensa, o livro do jovem autor francês chega às livrarias dia 14 de março e antecipa os lançamentos da editora Rocco para a XII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Martin Page é um dos autores com participação confirmada para o evento, que este ano homenageia a França. O lançamento faz parte do Safra XXI, selo lançado em 2004 pela editora Rocco com edição gráfica diferenciada e proposta ousada de lançar autores jovens e talentosos. Decidido a parar de sofrer por causa de uma consciência que o impede de aceitar as injustiças do mundo, Antoine tenta sem sucesso virar alcoólatra, suicidar-se e até fazer uma cirurgia para retirar uma parte do cérebro. As tentativas frustradas do jovem protagonista são descritas com fina ironia e im...

As Diabólicas, de Boileau-Narcejac

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“Duas mulheres. Um homem. Uma combinação que pode ser fatal.” Os livros escritos em dupla resultam geralmente em algo, no mínimo, interessante de se analisar. Eu mesmo não me imagino escrevendo algo em parceria com outro escritor. Não que a idéia seja ruim, mas por ser necessário abrir mão de um pouco da sua individualidade e de se fazer concessões, nem sempre fáceis, ao parceiro de escrita. Talvez o escritor precise estar em um nível de evolução bastante avançado nos quesitos abnegação e humildade. Porque o escritor é um ser egoísta por natureza. O que escreve é a essência do seu ser, o “gêmeo desconhecido”, o filhinho querido e mimado, a plantinha nascida depois de meses de trabalho árduo na lavoura mental. O resultado final pode ser a cara cuspida e escarrada do escritor ou um pequeno Frankenstein, ou ambos, mas é seu e lhe trará orgulho ou vergonha não só pelo resto da sua existência, mas além dela. E assim, existem escritores em que a escrita em conjunto traz uma sinergia benéfica...

O Bigode, de Emmanuel Carrère

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"O mais inteligente é quem pára primeiro." (pg. 30) Existem um filme e um livro com o título O Bigode . O roteiro e direção do filme são do escritor do livro: Emmanuel Carrère, um jornalista e historiador francês - de 40 e poucos anos - que escreveu meia dúzia de livros e já está sendo considerado o substituto do checo Franz Kafka – autor de A Metamorfose e O Processo –, um escritor que influenciou fortemente a literatura moderna. Kafka tinha a capacidade de deixar o leitor com a impressão de estar dentro de um sonho, ou melhor, de um pesadelo, mostrando aspectos primitivos da psiquê humana em situações fantásticas. E Carrère escreve, roteiriza e dirige como um legítimo herdeiro de Kafka. No filme O Bigode ( La Moustache – França, 2005) o telespectador se vê frente a frente com um dos maiores problemas existenciais da humanidade: a história de Marc, um cara que raspa o bigode. Ok, talvez este não seja lá um grande problema existencial da humanidade. Não seria, se depoi...

História Verdadeira, de Montesquieu

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Charles-Louis de Secondat (1689-1755), mais conhecido como Barão de Montesquieu ou simplesmente Montesquieu, foi político, filósofo iluminista e escritor francês. Ficou famoso pela sua Teoria da Separação dos Poderes defendida no livro O Espírito das Leis e atualmente adotada pela maioria das Constituições, inclusive a brasileira. O que poucos sabem é que Montesquieu também escreveu livros de ficção em que criticava os costumes, a sociedade, a monarquia absolutista e a religião. Seu romance mais famoso é Cartas Persas . Menos conhecido, História Verdadeira é uma maravilha em originalidade e crítica, apesar de ter apenas 96 páginas. Relata quatro mil anos da vida de um único protagonista em suas várias transmigrações (reencarnações). E de quebra, narra hábitos, costumes e eventos em diversas partes do mundo em diferentes épocas. Eventos cotidianos e particulares, não marcos históricos. "Resolvi desencaminhar uma jovem. Seu marido descobriu tudo, e matou-me. Como era inteiamente n...

A verdade e as formas jurídicas, de Michel Foucault

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Michel Foucault é um nome muito conhecido nos cursos superiores de Direito e Sociologia. Foi recentemente citado no filme Tropa de Elite em uma cena de debate acadêmico. Foucault é conhecido porque é polêmico. Suas concepções sobre o poder, o saber e o sujeito vão de encontro a alguns dos maiores pensadores da humanidade. Foucault foi professor de História dos Sistemas de Pensamento em Paris até 1984, ano em que morreu em decorrência da AIDS. O livro A verdade e as formas jurídicas traz o teor de cinco conferências proferidas por Foucault na PUC do Rio de Janeiro em 1973. Nessas conferências são antecipados os desenvolvimentos contidos no livro Vigiar e Punir (1975) e pode-se observar a demonstração do vínculo entre os sistemas de verdade. Pode-se dizer que é um livro originalmente em português de um escritor francês. O livro é dele, mas não foi escrito por ele. Primeira conferência - Foucault utiliza-se de alguns textos de Nietzsche para difereciar o saber e o conhecimento. Segundo...

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

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"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" - Saint-Exupéry. Um livro infantil escrito para adultos. Sim, pois além de agradar as crianças, ele também tem a incrível capacidade de fazer os adultos retornarem à infância, relembrando coisas simples, mas importantes, que deixamos de lado quando crescemos. Talvez esse sentimento de nostalgia explique o sucesso que o livro fez, e ainda faz, em todo o mundo. Diz-se que depois da Bíblia, é o livro mais traduzido (170 línguas ou dialetos), o livro francês mais vendido (cerca de 80 milhões de exemplares), além de inspirar filmes, peças, músicas etc. O livro e o autor até possuem um museu no Japão ( www.lepetitprince.co.jp ). Mas o que há de tão especial nesta fábula infantil? Publicada em 1943 nos Estados Unidos - o autor era refugiado da 2ª Guerra Mundial - conta a história de um principezinho que mora em um planeta do tamanho de uma casa. Ele resolve partir em uma jornada que o leva através de vários planetas ...